Putin incentiva membros da BRICS a produzir vacina russa contra a covid-19

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu aos membros da aliança BRICS que produzissem em massa as vacinas russas contra o novo coronavírus.

Durante uma conferência online onde estiveram presentes representantes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, Vladimir Putin incentivou os outros quatro membros aliados do BRICS, a produzir e distribuir vacinas russas contra o coronavírus.

“Existem vacinas russas, e elas funcionam de forma eficaz e segura. É muito importante nos unirmos para a produção em massa destes produtos em ampla circulação”, referiu o presidente da Rússia.

Putin recordou que a Rússia tem acordos em vigor com a Índia e com o Brasil para conduzir testes clínicos da sua vacina (Sputnik V) contra o coronavírus, bem como acordos de produção com a China e a Índia. O maior produtor mundial de vacinas localiza-se na Índia, o Serum Institute of India.

Segundo o Moscow Times, o líder russo não deu detalhes sobre quais seriam os esforços a concretizar entre os cinco países para produzir as vacinas, ou delinear as condições comerciais.

A Rússia já registou duas vacinas contra o coronavírus, mas neste momento o mundo assiste a uma corrida global para encontrar a vacina mais eficaz contra o novo coronavírus e produzi-la.

Em agosto, a Rússia anunciou que havia registado a primeira vacina contra a covid-19 do mundo, a Sputnik V – batizada em homenagem ao satélite da era soviética -, mas este anúncio foi feito antes de testes clínicos serem realizados em grande escala. Ainda no mês passado, Putin anunciou que o país tinha registado uma segunda vacina contra o coronavírus, a EpiVacCorona.

A Rússia solicitou à Organização Mundial de Saúde o registo acelerado e a pré-qualificação da vacina Sputnik V, que a Rússia disse ter 92% de eficácia.

Alguns cientistas ocidentais expressaram preocupação com a vacina, alertando que agir rápido demais pode ser perigoso.

Também as gigantes farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram no início deste mês que sua vacina contra o vírus é 90% eficaz, enquanto a empresa americana Moderna disse que os primeiros resultados mostraram que a sua candidata era 94,5% eficaz.

  ZAP //

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