PS aprova moções sobre legalização da eutanásia, prostituição e drogas leves

partidosocialista / Flickr

António Costa no XX Congresso do PS

António Costa no XX Congresso do PS

A Comissão Nacional do Partido Socialista aprovou este sábado, no Porto, nove moções, entre as quais a da “Eutanásia”, “Regulamentar a prostituição” e “Legalização e regulação do mercado das drogas leves em Portugal”.

A moção “Eutanásia – um debate sobre a vida” foi aprovada com três votos contra e cinco abstenções num total de 202 membros que votaram na reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista, informou fonte oficial do partido.

As moções “Regulamentar a prostituição – uma questão de dignidade” e “Legalização e regulação do mercado das drogas leves em Portugal” também foram aprovadas, embora nesta última tenha sido retirada o ponto que referia que o “Partido Socialista deverá promover a apresentação de iniciativas que visem, nomeadamente, a legalização do consumo e produção da canábis em Portugal”.

“Fazer a diferença nas comunidades”, “Dar força à economia social”, “Autarquias locais: proposta de criação de lei-quadro e correção dos erros da agregação de freguesias”, “Reestruturar as secções e concelhias”, “Limitar proporcionalmente os salários – uma questão de igualdade” e “Em defesa dos jovens do interior de Portugal” foram as outras seis moções aprovadas.

A Comissão Nacional do PS é composta por 251 membros, mas este sábados apenas votaram 202 elementos, acrescentou a mesma fonte do partido.

A primeira subscritora da moção “Eutanásia – um debate sobre a vida”, Maria Antónia Almeida Santos, declarou aos jornalistas, antes da votação, que a eutanásia não é uma “cultura da morte”, mas uma “valorização” da autonomia da pessoa.

“Não há nenhuma cultura de morte, muito pelo contrário, é uma questão de valorizar mais a autonomia da pessoa, a autonomia dos valores que defendemos e, principalmente, perceber a quem é que se dirige esta questão da morte assistida ou da legalização da eutanásia”, disse Maria Antónia Almeida Santos, que é também uma das autoras da moção.

Inicialmente estava prevista a apresentação de dez moções na reunião, mas acabaram por ser votadas nove porque uma delas – “Novas propostas para a Justiça” -, não chegou a ser apresentada.

// Lusa

PARTILHAR

RESPONDER

Rede de imigração ilegal no SEF. Denúncias de corrupção eram antigas, mas ficaram na gaveta

A inspectora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que foi detida nesta semana, por pertencer alegadamente a uma rede de imigração ilegal, já tinha sido identificada num inquérito interno desta entidade, devido às mesmas …

Bancos querem passar a cobrar por grandes depósitos. Particulares escapam

BCP, Novo Banco e Caixa Geral de Depósitos defendem que é preciso cobrar aos grandes clientes por depósitos de grande dimensão. Particulares e pequenas e médias empresas escapariam desta medida. A ideia foi lançada pelo …

Filho de Bolsonaro já não vai ser embaixador em Washington

O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente do Brasil, anunciou na terça-feira, na Câmara dos Deputados, que desistiu da sua indicação para embaixador do país em Washington, nos Estados Unidos (EUA). Na véspera, Jair Bolsonaro, que …

OE2020. Catarina Martins critica chantagem da Comissão Europeia a cada ano

A coordenadora do Bloco de Esquerda criticou esta terça-feira a chantagem da Comissão Europeia em relação a Portugal repetida a cada legislatura e a cada ano, reiterando a disponibilidade "para negociar um Orçamento do Estado …

Maior parte das escolas não cumprem lei de 2009 sobre a educação sexual

Grande parte das escolas não está a cumprir a lei de 2009 que define como deve ser dada a educação sexual no ensino obrigatório, do 1.º ao 12.º ano de escolaridade. A conclusão surge num relatório …

Pouco poder, mas algum. Deputados únicos podem desencadear revisão da Constituição

Os deputados únicos não têm poder para pedir a votação do programa de Governo, ao contrário dos grupos parlamentares, nem podem sozinhos censurar o Executivo, mas podem desencadear, como qualquer parlamentar, um processo de revisão …

Funcionários públicos esperam entre 100 e 280 dias para se poderem reformar. Processo pode ser acompanhado online

A atribuição das novas pensões de reforma aos funcionários públicos está a demorar, em média, entre 100 a 280 dias - ou seja, entre três e mais de nove meses. A revelação foi feita esta terça-feira, …

"Onde está o Varandas?". Claques não faltaram à vitória do Sporting em hóquei em patins

Apesar das quebras de protocolos, Juventude Leonina e Diretivo Ultras XXI marcaram presença no jogo desta terça-feira de hóquei em patins entre o Sporting e a Oliveirense. Na noite desta terça-feira, o Pavilhão João Rocha foi …

Do azedume às contas do passado. Críticos internos atacam Rio

Depois de Rui Rio ter anunciado esta segunda-feira que se recandidata à liderança do PSD, os críticos internos vieram a público. Acusam-no de querer dividir o partido e ajustar contas com o passado e esperam …

"Acho ridículo que sejam feitas obras, portas ou não", diz Ventura

O CDS que não quer o líder do Chega no meio dos seus deputados e a solução pode mesmo passar por abrir uma porta especial para o deputado. "Acho ridículo", comenta André Ventura. Na última conferência …