Provas do Êxodo israelita descrito na Bíblia podem ter sido descobertas

Domínio Público

Pintura de Eckersberg (1783–1853) que ilustra os israelitas a descansar após a travessia do Mar Vermelho.

Arqueólogos encontraram o que podem ser as primeiras provas do Êxodo israelita do Egipto, através do Mar Vermelho e sob a liderança de Moisés, conforme vem descrito na Bíblia.

A veracidade do Êxodo, o evento bíblico que descreve a libertação do povo de Israel do Egipto, como é descrito na Bíblia, é discutida há Séculos, entre historiadores e académicos. Mas, finalmente, os arqueólogos Ralph K. Hawkins e David Ben-Shlomo, da Universidade de Averett, nos EUA, podem ter encontrado provas de que o Êxodo aconteceu mesmo.

Hawkins e Ben-Shlomo têm realizado escavações no sítio arqueológico de Khirbet el-Mastarah, no Vale do Rio Jordão, a alguns quilómetros de Jericó, território palestiniano. Já tinham encontrado vestígios de ruínas antigas deixadas por povos nómadas e agora, acreditam que pode ter sido o povo israelita a fugir do Egipto.

“Não provamos que estes campos são do período dos primeiros israelitas, mas é possível”, salienta Ben-Shlomo em declarações ao jornal britânico Express. “Se são, encaixa-se na história bíblica dos israelitas vindos do Leste do Rio Jordão, e depois atravessando o Jordão e entrando na região montanhosa do que veio a ser Israel, mais tarde”, acrescenta o arqueólogo.

As escavações revelaram ruínas e fragmentos de cerâmica que datam de há entre 1000 a 1400 Antes de Cristo, reportando à Idade do Ferro, o que os coloca no período em que se acredita que decorreu o Êxodo bíblico, conforme relatam no artigo publicado na revista Biblical Archaeology Review.

“Locais como Khirbet el Mastarah e outros semelhantes no Vale do Jordão parecem aparecer de repente – pelo menos, a partir de material de pesquisa – durante a Idade do Ferro”, aponta Ben-Shlomo no Express. E “uma vez que esta área não é densamente habitada em muitos períodos, isto pode indicar um novo fenómeno, como nómadas a criarem de repente um assentamento ou uma nova população”, conclui.

As amostras do solo do local foram enviadas para análise, para testar, nomeadamente, “a acumulação de electrões que ficam presos ao longo dos anos, e que só são libertados por radiação de luz”, pelo que podem “revelar a idade da estrutura”, realça o jornal britânico.

Amostras do interior das paredes das ruínas vão ser analisadas quanto a “níveis elevados de fósforo” que indicariam a acumulação de esterco animal no interior dos edifícios, explica ainda o diário.

Os resultados chegarão dentro de alguns meses, mas chegar às provas concretas e irrefutáveis de que estamos perante sinais do Êxodo pode ser “difícil”, como destaca Ben-Shlomo, frisando que é preciso encontrar evidências culturais e, neste caso, há “diferentes grupos” que partilham traços “demasiado similares”.

SV, ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Portanto… encontraram uns vestígios ténues de presença humana num certo sítio…
    semelhantes aos milhares que se encontram um pouco por todo o lado !
    Daí a concluírem que pertenceu a um assentamento dos judeus nómadas ainda vai muito …
    e então de que se trata dos judeus fugidos… e ainda por cima do Egipto … !

    Ah, como a imaginação vôa !

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