Protectores de berço são os culpados pelo aumento das mortes de bebés

O número de mortes de crianças associadas aos protectores de berço aumentou significativamente nos últimos anos. A conclusão é de um novo estudo que defende a proibição da venda destes resguardos acolchoados.

Os protectores de berço são uma espécie de mantas acolchoadas que se colocam dentro do berço para impedir que os membros dos bebés fiquem presos entre as grades e são amplamente usados, em todo o mundo, por mães de todos os estratos sociais.

Vistos como um objecto quase essencial para proteger os bebés, eles podem, afinal, revelar-se fatais e contribuem para muitas mortes prematuras.

É o que conclui um novo estudo conduzido pelo especialista em pediatria Bradley T. Thach, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos EUA, e cujas conclusões foram publicadas no The Journal of Pediatrics.

Entre 2006 e 2012, verificaram-se 23 mortes de bebés ligadas a protectores de berço, de acordo com os dados recolhidos por esta equipa de investigação junto da Comissão norte-americana de Segurança de Produtos para os Consumidores (CPSC).

Um número que é três vezes maior do que a média verificada durante os sete anos anteriores, quando se reportaram oito mortes relacionadas com os protectores de berço, conforme adiantam os investigadores.

“Os protectores de berço estão a matar crianças”, alerta Bradley T. Thach citado pelo Live Science.

“As mortes de crianças que estudamos poderiam ter sido prevenidas se os berços estivessem livres” dos protectores, acrescenta o investigador.

Segundo os dados da CPSC recolhidos no estudo, entre 1985 e 2012, morreram 48 bebés em acidentes envolvendo protectores de berço, enquanto outros 146 estiveram envolvidos em acidentes em que quase sufocaram, se engasgaram ou quase foram estrangulados.

Destas 48 mortes analisadas, 32 foram causadas exclusivamente pelos protectores de berço e poderiam ter sido prevenidas se estes não fossem usados.

Há ainda que contabilizar dados adicionais do Centro Nacional dos EUA para a Avaliação e Prevenção das Mortes Infantis que aponta mais 32 casos de mortes relacionados com os protectores de berço ocorridas entre 2008 e 2011.

Mas “pode haver muitas mais mortes do que estamos a reportar aqui”, alerta ainda Thach, fazendo referência ao facto de, em muitos casos, as mortes prematuras de bebés nunca chegarem a ser associadas a causas concretas.

Perante estes números relevantes, os investigadores defendem a proibição de venda dos protectores de berço como a única medida que pode prevenir estas mortes.

A venda destes protectores já é proibida no Estado do Maryland desde 2013 e em Chicago desde 2011.

ZAP

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4 COMENTÁRIOS

  1. Apenas falta explicar concretamente porque razão esses protectores são perigosos, ficamos por uma meia explicação, ser-se especialista afirmar que uma coisa existe e desconhecer a razão pela qual existe parece ser apenas meio-especialista e desses temos agora por aqui muitos que apenas servem para gerar confusão.

  2. Uma notícia tão comprida e afinal ficamos sem saber porque razão os protetores de berço são tão perigosos!! Será que quem escreveu a notícia sabe? ou é porque sim!!!

  3. Falta também dizer quantas mortes foram evitadas pelos protetores de berço! Não há nada que não tenha um lado negativo e é sempre necessário pesar os prós e os contras antes da decisão.

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