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Procura-se o ‘Príncipe’ que terá recebido luvas da Odebrecht através de amigo de Salgado

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O Ministério Público (MP) está a tentar chegar à identidade do ‘Príncipe’, o nome de código de um cidadão português que terá recebido alegadas “luvas” pagas pela construtora brasileira Odebrecht através da conta de um amigo de Ricardo Salgado no Dubai. As suspeitas estão a ser investigadas no caso EDP.

Estas supostas luvas pagas pela Odebrecht estarão relacionadas com a obra de construção da barragem do Baixo Sabor que pertence à EDP.

A barragem localizada no distrito de Bragança começou a ser construída durante o Governo de José Sócrates com um custo inicial de 450 milhões de euros. Contudo, as contas derraparam para gastos da ordem dos 650 milhões de euros.

A obra está a ser investigada no âmbito do caso EDP, onde é suspeito o antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, que esteve no Governo de Sócrates e que é suspeito de ter recebido 4,5 milhões de euros de alegadas “luvas” da EDP e do Grupo Espírito Santo (GES).

A descoberta do pagamento de alegados subornos ao tal ‘Príncipe’ foi efectuada durante as apreensões realizadas na Operação Lava Jato que está a decorrer no Brasil.

Em Agosto de 2019, aquele nome de código foi revelado aos procuradores do caso EDP através de carta rogatória enviada pelo Ministério Público Federal do Brasil, como destaca o Correio da Manhã (CM).

Esta publicação refere que a Odebrecht terá pago alegadas “luvas” de 4,66 milhões de euros ao ‘Príncipe’ entre Setembro de 2008 e Abril de 2015. Desse valor, cerca de 2 milhões terão sido transferidos através de uma conta de José Carlos Gonçalves no ES Bankers Dubai (ESBD), antigo banco do GES.

Gonçalves é considerado um amigo de Ricardo Salgado, ex-presidente do BES e um dos acusados da Operação Marquês que envolve também Sócrates.

Além da relação pessoal, Gonçalves terá também sido testa-de-ferro de Salgado em operações ligadas ao BES e foi um dos arguidos do caso Monte Branco.

A operação Monte Branco investigou crimes de branqueamento de capitais e de fraude fiscal num esquema com origem numa sociedade suíça de gestão de fortunas detida por dois ex-quadros do banco suíço UBS e por Álvaro Sobrinho, ex-presidente não executivo do BES Angola.

O MP acredita que as alegadas “luvas” pagas pela Odebrecht não se destinavam a Gonçalves. Pelo que falta descobrir quem é o tal ‘Príncipe’ que as terá recebido.

As autoridades estarão certas de que se trata do “nome de código de um cidadão português”, como vinca o CM.

Os investigadores procuram, agora, chegar à identidade desse cidadão e, para isso, estão a analisar a pente fino os emails de António Mexia e de João Manso Neto, administradores da EDP com funções suspensas depois de terem sido constituídos arguidos no caso EDP.

Mexia suspeito de corromper um ministro, um secretário de Estado, um assessor governamental e um diretor-geral – ZAP

  ZAP //

4 Comments

  1. Atenção! O ‘Príncipe’ tem muitos amigos também políticos, empresários da construção civil, banqueiros, de cá, do Brasil, Venezuela, França, Ilhas Caimão, Suiça, Angola e até da Argélia! Agora procurem-no que ele está perto!

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