Procedimentos a seguir pelas grávidas serão clarificadas pela comissão nomeada pelo Ministério da Saúde

Esclarecimento foi dado por Diogo Ayres de Campos, coordenador nacional da comissão e diretor do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte.

Numa altura em que se sucedem as notícias de serviços de urgências de obstetrícia e ginecologia fechados durante longos períodos de tempo – antevendo-se ainda períodos mais críticos com a chegada das férias de verão – a comissão designada por Marta Temido, ministra da Saúde, para responder à crise vai também “clarificar e divulgar quais são as situações” em que as gestantes se devem deslocar ao centro de saúde ou às unidades hospitalares.

“Isto já não era revisto há bastante anos e é uma prioridade a concretizar nos próximos 15 dias”, adiantou ao jornal Público Diogo Ayres de Campos, coordenador nacional, na sequência de uma reunião com a ministra da Saúde, os responsáveis das administrações regionais de saúde (ARS) e da Direção-Geral da Saúde (DGS).

“A primeira prioridade foi definir os níveis de contingência dos hospitais, uma vez que alguns estão apenas com a sala de partos fechada para o exterior, porque está [temporariamente] cheia. Isto é um nível de contingência que é completamente diferente de ter a maternidade fechada ou a urgência de ginecologia e obstetrícia fechada, o que nem sempre tem ficado muito claro”, apontou o responsável.

Anteriormente, o também diretor do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (Santa Maria) já havia explicado que a comissão pretende coordenar o encerramento de maternidades e blocos de parto de maneira a que as decisões não aconteçam de forma desorganizada. Em cima da mesa ficou ainda a possibilidade de desviar uma equipa de urgência de um hospital para outro em determinado dia.

De acordo com o poder que lhe foi transferido, a comissão pode coordenar a resposta, em conjunto com as ARS, evitando várias “situações de contingência, que sobrecarregam os outros hospitais e não são todas iguais – em alguns casos implicam encerramento de salas de parto, noutros, o encerramento das urgências ao exterior [apenas são admitidas as mulheres que chegam pelos seus meios aos hospitais] ou, ainda, o encerramento total das maternidades”, especificou.

  ZAP //

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