Príncipe André ofereceu “zero cooperação” no caso Epstein, diz procurador

Jamie J Gray / Flickr

O Príncipe André de Inglaterra

O Príncipe André ofereceu “zero cooperação” na investigação sobre os crimes do falecido investidor Jeffrey Epstein, embora o FBI e o Ministério Público de Nova Iorque tenham pedido para interrogá-lo.

Segundo afirmou o procurador do distrito sul, Geoffrey Berman, numa conferência de imprensa na segunda-feira, embora não seja habitual dar informações sobre quem coopera ou não com investigações, neste caso abriu uma exceção porque o próprio príncipe ofereceu ajuda publicamente, noticiou a AFP.

“É justo que as pessoas saibam se o príncipe André cumpriu o seu compromisso público”, disse o procurador.

Epstein, milionário de 66 anos que era amigo de várias celebridades, entre elas o Presidente norte-americano Donald Trump, suicidou-se na prisão em Nova Iorque em agosto, após ser acusado pelo Ministério Público de abusar sexualmente de dezenas de menores de idade. Caso fosse considerado culpado, enfrentaria 45 anos de prisão.

Andrew, de 59 anos, era amigo de Epstein. Uma norte-americana que afirma ter sido vítima do milionário, Virginia Giuffre, garante também ter sido forçada a ter relações sexuais com o príncipe quando tinha 17 anos. Este negou e defendeu a sua amizade com Epstein à BBC, após a qual se viu obrigado a renunciar às suas funções oficiais.

“Lamento inequivocamente a minha imprudente associação com Jeffrey Epstein”, disse numa nota, após receber diversas críticas. Em novembro, o príncipe garantiu estar “disposto a ajudar qualquer agência encarregada das investigações”.

Apesar de a morte de Epstein tenha sido classificada como suicídio, algumas teorias sugerem que tenha sido assassinado para evitar que revelasse informações dos amigos. “Embora Epstein se tenha matado antes do julgamento, a nossa investigação sobre os conspiradores continua”, disse Berman.

A conferência de imprensa em que o procurador participou foi convocada para lembrar os sobreviventes de abuso sexual infantil que, graças a uma nova lei aprovada há um ano, têm até agosto deste ano para entrar com ações civis contra os seus agressores.

A organização de tráfico sexual juvenil Safe Horizon, que organizou a conferência, revelou que 1.300 ações civis já foram movidas graças à Lei da Criança Vítima, que permite que os sobreviventes reivindiquem uma indemnização, independentemente de quando ocorreram os factos.

ZAP //

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