No primeiro discurso à nação, Biden mostrou-se otimista num regresso à normalidade até julho

gageskidmore / Flickr

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

No primeiro discurso à nação enquanto Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden destacou os progressos na vacinação contra a covid-19, capazes de permitirem a esperança de um regresso à normalidade até à festa nacional de 4 de julho.

Num discurso à vez grave e otimista, que marcou o aniversário do confinamento para combater a pandemia, Joe Biden ordenou a todos os estados o levantamento progressivo das restrições de idade, para que todos os norte-americanos adultos possam ser vacinados até 1 de maio. “É mais cedo do que o previsto”, disse.

O chefe de Estado referiu-se a uma trajetória que permite ter “uma boa hipótese” de um 4 de julho festivo, dia em que se celebra a Independência dos Estados Unidos, e no qual os norte-americanos possam reunir-se em pequenos grupos em torno do tradicional churrasco.

Mas Biden deixou uma advertência: “Este combate está longe de ter terminado“, ressalvando que ainda não é tempo de deixar de ter certas precauções, como o uso de máscara e o distanciamento social.

No entanto, o Presidente quis manifestar a sua convicção de que “melhores dias” virão, tendo acrescentado que os Estados Unidos demonstraram bem cedo terem “vencido um dos períodos mais sombrios e mais duros” da sua história.

Depois de um “inverno sombrio”, afirmou Biden, aproxima-se “uma primavera e um verão promissores” e, por isso, “este não é o momento de desistir”, apelou ainda.

“Todos perdemos algo”, sublinhou, ao lembrar o ano passado, que ficou marcado pela pandemia. “As pequenas coisas da vida são as mais importantes e são essas que nos faltam”, acrescentou.

Joe Biden denunciou ainda os “ataques inaceitáveis” contra os norte-americanos de origem asiática e anunciou o destacamento de mais quatro mil soldados na campanha de vacinação, o que eleva o número total para seis mil.

Antes do discurso, Biden assinou o pacote de ajudas e estímulos económicos aprovado no Congresso por 220 votos a favor e 211 contra, entre eles um democrata.

O conjunto de medidas, aprovado na quarta-feira pela Câmara dos Representantes, ascende a 1,9 biliões (milhão de milhões) de dólares, cerca de 1,6 biliões de euros, com os quais o chefe de Estado afirma querer derrotar a pandemia e recolocar a economia com saúde.

A intenção inicial era assinar o documento esta sexta-feira, mas este chegou à Casa Branca mais cedo do que esperado. O chefe do staff da residência presidencial, Ron Klain, publicou a seguinte mensagem no Twitter: “Queremos avançar o mais depressa possível“.

Desde que tomou posse, a 20 de janeiro, a prioridade de Biden tem sido o combate à covid-19, com os Estados Unidos a permanecerem como o país mais afetado, com mais de 29 milhões de casos e quase 530 mil mortes.

Aprovadas medidas de reforço do controlo de armas

Esta quinta-feira, a Câmara dos Representantes aprovou também duas iniciativas que visam reforçar o controlo de armas de fogo, faltando agora a luz verde do Senado.

A primeira medida, aprovada com 227 votos a favor e 203 contra, e que contou com o apoio de oito republicanos, obriga a que os compradores de armas comprovem os seus antecedentes penais de modo universal.

No atual quadro legislativo, esta condição não é imposta nos negócios entres particulares, sendo apenas obrigatória para os vendedores, fabricantes e importadores.

Já a segunda proposta, aprovada com 219 votos a favor e 210 contra, quer acabar com o limite de três dias dado para que o FBI possa fazer a verificação dos antecedentes numa operação de compra e venda de armas, esticando-o para dez dias.

Estas iniciativas já tinham sido aprovadas pela Câmara de Representantes em fevereiro de 2019, mas não passaram no Senado, na altura com maioria republicana.

Os democratas, que contam com o apoio da nova Administração, defendem que agora há um grande apoio público para um fortalecimento do controlo, apontando para a necessidade de acabar com a violência com armas de fogo, apostando na prevenção.

Mas mantém-se a incerteza sobre a aprovação destas medidas, dado o equilíbrio entre democratas (50) e republicanos (50) na ‘câmara alta’ norte-americana, com o voto de desempate a pertencer à vice-Presidente Kamala Harris, e face à necessidade de contar com um mínimo de 60 votos para serem aprovadas.

ZAP // Lusa

 

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