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Presidente da Palestina considera “absurdo” plano de paz de Trump

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Benedikt von Loebell / World Economic Forum / Flickr

O presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas

O Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, considerou o plano de paz para o Médio Oriente do Presidente norte-americano Donald Trump como “absurdo” e o movimento libanês Hezbollah como uma “tentativa de eliminar os direitos do povo palestiniano”.

Trump apresentou na terça-feira na Casa Branca a sua “visão” para um plano de paz no Médio Oriente, falando de “solução realista de dois estados” e anunciando Jerusalém como “a capital indivisível de Israel”, numa proposta que Benjamin Netanyahu classificou como “excecional” e os palestinianos rejeitam, noticiou o Jornal de Notícias.

Depois da apresentação do plano, Abbas rejeitou-o, frisando que a Palestina continua comprometida em acabar com a ocupação israelita e em estabelecer a sua capital em Jerusalém Oriental. “Não nos ajoelharemos e não nos renderemos”, disse, prometendo resistência através de “meios pacíficos e populares”.

No domingo, Abbas já se tinha pronunciado contra as primeiras informações sobre o plano, apelando à comunidade internacional para se unir contra o programa.

Também o grupo militante islâmico que governa a zona de Gaza rejeita o que considera ser a “conspiração norte-americana”, dizendo que “todas as opções permanecem em aberto”, na luta contra o plano de paz anunciado esta terça-feira.

A Palestina recebeu a simpatia do Hezbollah, que classificou o plano de paz como “um mercado de vergonha”, tratando-se de uma “tentativa de eliminar os direitos do povo palestiniano, históricos e legítimos”. “O plano americano é um passo muito perigoso que terá sérias repercussões no futuro da região e dos seus povos”, disse em comunicado.

O Irão, por sua vez, disse que o plano está “condenado ao fracasso”. Através de um comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou que os iranianos estão disponíveis para combater a proposta norte-americana.

“Independentemente das divergências [que o Irão possa ter com] certos países da região, estamos prontos para cooperar a todos os níveis na luta contra essa grande conspiração contra a comunidade de crentes no Islão”, referia o comunicado.

A Turquia descreveu o plano como “um plano de anexação que visa matar a solução de dois estados e usurpar terras palestinianas”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros frisou que “os palestinianos e as suas terras não podem ser comprados com dinheiro” e que o seu Governo “não aceitará nenhum plano que não seja aceite pela Palestina”. “A paz não pode chegar ao Médio Oriente sem o fim da ocupação (israelita)”, concluiu a diplomacia turca.

Durante a apresentação, Trump referiu-se ao plano de paz como “a minha visão”, dizendo que se outras soluções falharam no passado, por serem “muito leves”, a sua sucederá, porque assenta num longo documento de 80 páginas e é “a mais arrojada”. O plano propõe um estado palestiniano “desmilitarizado”, que “viva em paz ao lado de Israel”.

No Twitter, Trump afirmou que, apesar das críticas que têm sido feitas por líderes palestinianos ao programa, este tem tudo para ser bem sucedido, mostrando-se disponível para acompanhar o processo em todas as suas fases.

  ZAP //

1 Comment

  1. Se a UE e os amigos da ONU comuna, continuarem a financiar os governantes palestinos, este nunca irão olhar para as necessidades do seu povo. Mesmo que o plano, duplique o território palestino, isso não interessa, porque este povo nómada, que nunca soube de facto de onde eram as suas raízes, só descobre a palestina depois da tentativa falhada de ocupar a Jordânia, no célebre setembro negro de 1971.
    A culpa é sempre dos outros, e mais uma vez os dirigentes cerceiam ao seu povo o conhecimento da realidade desde que ele continuem de barriga cheia.
    Não foi para esta vergonha contínua, que a ONU, ruidosamente calada, consente, foi feita em 1940 por Roosevelt e Churchill.
    A ONU e os países europeus grandes financiadores destes senhores devem rapidamente assumir uma posição, quanto mais não seja para os Europeus perceberem a máfia que está instalada no regime.

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