Porto Editora ficou totalmente destruída (e o próximo ano escolar está em risco)

Manuel Fernando Araújo / Lusa

Derrocada na cobertura do edifício da gráfica da Porto Editora na Maia, no dia 14 de Março de 2018.

Após o “fenómeno climatérico extraordinário” que destruiu as instalações da Porto Editora, na Maia, na semana passada, o arranque do próximo ano lectivo está em risco. A editora não tem capacidade para responder às encomendas, enfrentando a crise “mais grave de sempre”.

O cenário dramático é assumido por responsáveis da Porto Editora em declarações ao Público que constata que vai ser praticamente impossível conseguir começar a imprimir os manuais escolares para o próximo ano lectivo daqui a dois meses, como estava previsto.

As instalações da empresa colapsaram com o “fenómeno climatérico extraordinário” que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ainda não conseguiu identificar. A destruição do espaço é praticamente total e a empresa vai ter que “construir de novo”, conforme refere a RTP.

Os prejuízos são de milhões de euros, mas ainda não estão totalmente contabilizados. Até porque, neste momento, a distribuição dos manuais escolares está em risco, o que pode colocar em causa o arranque do próximo ano lectivo, uma vez que a Porto Editora tem “uma quota de 60% do mercado dos livros escolares”, nota o jornal.

É quase certo que das instalações da Maia não vai sair mais nenhum livro impresso até ao final do ano, como assume o director de produção da Porto Editora, Eduardo Viana, em declarações ao mesmo diário.

Em 2017, a gráfica da Maia imprimiu cerca de 15 milhões de livros. Mas a estrutura actual, que custou dez milhões de euros, “está completamente inutilizada e tem a demolição como destino“, refere o Público.

A situação afecta também as encomendas das lojas online da Wook e da Bertrand, bem como os mercados de Angola, Moçambique e Timor Leste, que recebem livros da Porto Editora da Maia.

A empresa está a “subcontratar gráficas, em Portugal e em Espanha”, “e onde mais for preciso”, para conseguir dar resposta às encomendas, nota Eduardo Viana. Também estão a “reactivar instalações que estavam abandonadas” e a “alugar armazéns e outros espaços logísticos para recolher equipamentos e materiais para reactivar a produção o mais cedo possível”.

ZAP //

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13 COMENTÁRIOS

  1. Usem livros do ano passado. Isto para não dizia que mais valia fazerem livros mais baratos. Ficava mais barato. Aquela bonecada toda é mesmo só para aumentar o preço.

  2. Enviem para a China, que os manuais ficam 10 vezes mais baratos e estão cá a tempo e horas… A não ser que fiquem retidos na Alfândega…

    • Claro, mandar fazer tudo na China é a solução mais barata.
      E depois deixam de produzir no país, têm que importar tudo de fora e depois queixam-se que têm uma economia de m*rda. Onde é que eu já vi este filme?…

  3. desperdício de livros. Reusar – mais ecológico, mais económico, menos perigoso frente a adversidades meteorológicas.

    E já agora Clima refere-se a um fenómeno alargado no tempo, com ciclos anuais previsíveis; a várias dezenas/centenas de anos.

    Para além disso, no caso de o assunto se tratar de clima, da porto editora (infopédia): “Os vocábulos climático e climatológico são preferíveis a climatérico, porque vêm do grego, ao passo que climatérico vem do francês, sendo considerado galicismo.”

    Para mais Climatérico está mais relacionado com climatério: cli·mac·té·ri·o |âct| ou |ât|
    (grego klimaktêr, -êros, degrau de escada, ponto crítico da vida humana, perigo)
    substantivo masculino

    [Medicina] Período da vida, de duração variável, em que há modificações físicas e psíquicas que originam ou são causadas pela menopausa na mulher e pela andropausa no homem. = IDADE CRÍTICA

    “climactério”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/climact%C3%A9rio [consultado em 21-03-2018].

    Bem hajam pela notícia

  4. Não se perde nada. A porto editora (assim com minúsculas, porque me apetece) destruiu a Língua Portuguesa, e não merece consideração alguma.

    Entreguem os manuais escolares a quem perceba de manuais e saiba ESCREVER Português, para que as nossas crianças não sejam taxadas de idiotas, com os manuais idiotas da porto editora e enganadas quanto à ortografia que lhes impingem: a brasileira.

    • Ora aí cara?!Ué estudei com os manual dos porto editora anos afim e como pode ver escrevo bué de bem e sem qualquer vestígio de brasileirismos. Larga a mão de ser besta, cara.

    • Isabel, compreendo a sua decepção…
      Brasil – Recepção
      Portugal – Receção
      Então querem uniformizar a língua portuguesa, porque raio esta palavra sofreu esta mudança tão estúpida?! E como esta, há mais,mas esta é a que fica no topo das aberrações.
      É mais um aborto ortográfico do que um acordo… e as raízes do Latim estão a ir todas pro caraças…

    • Pois…Esta história do (des)Acordo Ortográfico só serviu para dar dinheiro às Editoras, todas elas!!! E possivelmente outros interessados que nem sonhamos!!! Enfim, mais uma vergonha e um Atentado atroz à Língua Portuguesa!

  5. Como diz o dono dessa pequena ditadura.

    “se o dinheiro pode pagar, então não é um problema”

    Tudo tem solução fácil, não é verdade?

  6. Porque não se faz como em países como a Suíça onde os manuais escolares passam de geração em geração!
    Estes apenas são trocados de x em x anos pois se são bons e se têm as matérias certas e bem estruturadas podem facilmente perdurar no tempo.
    Estes são países evoluídos, que apostam na qualidade e na continuidade, e claro na poupança das famílias!
    Mas quando se vive num pais do 3º mundo onde reina a corrupção, os maus vícios e as políticas de enriquecimento elícito…
    É Portugal no seu melhor…

  7. Aqui na Alemanha as escolas emprestam livros aos alunos. Se os livros forem danificados têm de ser pagos. Só os livros de exercícios é que não são reutilizados. Não é por ser um país mais rico que isto acontece, acontece porque as pessoas são mais honestas e solidárias.

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