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Popularidade de Marcelo e Costa aumenta (e o principal rosto da oposição é Rui Rio)

Mário Cruz / Lusa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (D), acompanhado pelo primeiro-ministro, António Costa (E)

Rui Rio é apontado como principal figura da oposição na sondagem TSF/JN. O primeiro-ministro, o Governo, a oposição e o Presidente da República sobem a nota.

De acordo com o barómetro de novembro da Aximage para o JN e a TSF – realizado nos dias seguintes ao anúncio da renovação do estado de emergência e ao anúncio de várias restrições à liberdade de circulação -, o primeiro-ministro, o Governo, a oposição e o Presidente da República merecem nota positiva.

Em novembro, a popularidade do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disparou, subindo 14 pontos percentuais nas avaliações positivas e alcançando os 74%. Já o primeiro-ministro, António Costa, inverte a tendência de queda e sobe cinco pontos – atingindo os 56%.

A popularidade do chefe de Estado e do chefe de Governo parece estar relacionada com a mão dura no ataque à pandemia, uma vez que os inquéritos foram feitos no início desta semana, ou seja, no rescaldo da comunicação ao país de Marcelo Rebelo de Sousa e do impulso que António Costa conseguiu para impor restrições mais duras.

Dos eleitores socialistas, Marcelo recebe 83% de avaliações positivas e Costa 90%. Enquanto que o primeiro-ministro está ancorado à esquerda, o Presidente tem uma popularidade transversal ao espetro político-partidário, sendo que o saldo só é negativo entre os liberais.

Uma outra diferença entre o Presidente e o primeiro-ministro é que Marcelo conquista a força dos mais novos (sobretudo nos 18 a 34 anos) e Costa tem um suporte mais sólido entre os escalões mais velhos (em particular nos que têm 65 ou mais anos).

O Governo está em terreno positivo (51%), mas a oposição também consegue em novembro opiniões favoráveis (47%). Os mais satisfeitos são os homens (51%) e os eleitores entre 50 e 64 anos (63%). Ao contrário, os mais críticos são os inquiridos com 65 anos ou mais (53% de avaliações negativas).

O barómetro apurou ainda que a principal figura da oposição é Rui Rio (35%). No entanto, o JN ressalva que a distância para outros dois atores políticos não é muito grande: Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, e André Ventura, do Chega, empataram nos 20%. Jerónimo de Sousa surge mais afastado, com 4%.

Acordo PSD/Chega

A sondagem mostra que os eleitores do PSD inclinam-se para o chumbo de um acordo nacional com o Chega, mas a diferença entre o “sim” e o “não” é de 13 pontos percentuais. Se metade dos inquiridos do PSD considera que o partido não deve seguir esse caminho, 37% apoiam o partido.

O cenário muda se se analisarem as respostas globais: 57% consideram que não deve ser posta em cima da mesa a hipótese de um acordo nacional entre o PSD e o Chega. Só 25% admitem a possibilidade e 18% não sabem ou não respondem.

Sobre quem sairia beneficiado com o acordo, 41% das respostas indicam o Chega, 22% pensam que o PSD saía a ganhar e 13% apontam o PS.

  ZAP //

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