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Polícias “não aceitam migalhas”. Governo já propôs novo suplemento de missão

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José Sena Goulão / Lusa

As forças da PSP e da GNR marcharam em direção ao Parlamento, em Lisboa, esta quarta-feira

O Governo apresentou esta quarta-feira uma nova proposta às associações socioprofissionais da GNR, de atribuição de um suplemento de missão entre os 521 e os 730 euros e o fim do atual suplemento por serviço e risco.

Segundo a proposta, a que Lusa teve acesso, o novo suplemento missão tem como referência o vencimento base do comandante-geral da GNR e substitui o atual suplemento por serviço e risco nas forças de segurança.

Com esta nova proposta, os oficiais passariam a ter um suplemento de missão de 14% da remuneração base do comandante da GNR, que é de 5.216,23 euros, enquanto a percentagem para os sargentos da GNR é de 12% e para os guardas 10%.

O atual suplemento pago a estas forças de segurança inclui uma componente fixa de 100 euros e uma variável de 20% do salário base.

Esta proposta está a ser apresentada na reunião que está a decorrer esta tarde entre a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, e as cinco associações socioprofissionais da GNR, seguindo-se o encontro com os sindicatos da PSP.

Na reunião de 2 de maio, o Ministério da Administração Interna tinha proposto um suplemento de missão para os elementos da PSP e da GNR de entre 365,13 e 625,94 euros.

Cerca de uma centena de elementos da PSP e da GNR concentraram-se esta quarta-feira na Praça do Comércio, em Lisboa, para manifestarem o seu descontentamento com a proposta anterior do suplemento de missão e dizerem ao Governo que “não aceitam migalhas”.

Virados para o edifício onde está instalado o Ministério da Administração Interna (MAI), os polícias da PSP e militares da GNR concentrados exibem alguns cartazes onde se lê: “não aceitamos migalhas”, “exigimos igualdade” e “uma questão de justiça”.

“Estamos aqui para mostrar descontentamento à proposta do Governo apresentada na última reunião e alertar que não aceitamos migalhas”, disse à Lusa Josué Ribeiro, do Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia, que não tem direito a estar na negociação com a tutela pelo reduzido número de associados.

ZAP // Lusa

1 Comment

  1. Os policias, os médicos, os professores e outros protestantes, ficaram mansos. Quem diria… que o calor da proximidade dos seus pares na desgraça, é o bastante para a resignação.
    Bom proveito.

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