Plano do Governo britânico para enviar migrantes para o Ruanda recebe avalanche de críticas

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Plano do Governo britânico tem um custo previsto de 120 milhões de libras.

Depois de na sexta-feira o Alto-Comissariado das Nações Unida para os Refugiados ter vindo sinalizar que, caso a recém criada lei para a transferência de requerentes de asilo no Reino Unido para o Ruanda seja aprovada, esta violará a Convenção de Genebra sobre os Refugiados, o arcebispo da Cantuária juntou-se às críticas, dizendo que o plano levanta “sérias questões éticas“.

Justin Welby, líder espiritual da Igreja Anglicana, afirmou que as autoridades britânicas estavam a delegar noutros países uma responsabilidade que devia ser sua. Simultaneamente, destacou a “responsabilidade nacional” e os “valores cristãos” do país. “Os detalhes são para a política e para os político” mas “o princípio deve encara o julgamento de Deus“, disse, citado pelo Expresso.

Tal como explica o semanário, o plano destina-se, sobretudo, a homens solteiros que cheguem ao Reino Unido de forma ilegal, apesar de ser aplicado com abrangência. Segundo Priti Pate, ministra britânica do Interior, uma “vasta maioria” dos indivíduos que chegam “ilegalmente” vão ser considerados elegíveis para esta transferência.

Desde o início da pandemia, o Reino Unido está a mãos com uma crise migratória, sobretudo devido aos migrantes que chegam de França através de camiões ou ferries. A utilização de pequenas embarcações, como jangadas, tornou-se recorrente, com as autoridades britânicas a estimarem que mais de 28 mil pessoas tenham entrado no país por esta via.

O plano deverá entrar em vigor nas próximas semanas e terá efeitos retroativos, aplicando-se a migrantes e requerentes de asilo que tenham chegado ao Reino Unido desde 1 de janeiro deste ano. Priti Pate descreveu a política como uma “parceria de desenvolvimento económico“, com a qual o governo britânico espera pôr fim às entradas irregulares no país.

“Se tivermos um acordo com o Governo ruandês para um tratamento adequado e humano destas pessoas, então os bandos criminosos aperceber-se-ão de que a sua potencial fonte de rendimento irá secar”, explicou Simon Hart, ministro do Governo do País de Gales. Antevê-se que o plano custe ao Reino Unido cerca de 120 milhões de libras.

As criticas surgem também dentro do Governo de Boris Johnson, com algumas personalidades a questionar a eficácia da medida. Tal ficou patente numa troca de correspondência entre Priti Patel e Matthew Rycroft, secretário do ministério do Interior, que colocou em causa a viabilidade económica do plano.

  ZAP //

7 Comments

  1. O Hitler começou assim, antes dos campos de concentração e da solução final despachava judeus para países distantes.

  2. Esta questão dos migrantes, na maior parte das vezes tem a ver com o excesso de multiplicação em países, onde eles nem tem para comer. Os governos deviam era fazer campanhas nesses países para que eles tomem o contraceptivo a ver se desta forma a comida chega para todos os que nascem. Já que os governos europeus não conseguem fornecer comida para todos, faziam algum controle de natalidade para que a comida chegasse para todos. Controle de natalidade não significa matar ninguem significa tão somente usar o contraceptivo.

  3. Solução muito melhor do que mantê-los infinitamente em campos de refugiados. É óbvio que a Europa não consegue absorver tantos refugiados principalmente num momento em que certos fanatismos têm originado o crescimento do terrorismo e violência levando a população europeia a desconfiar das pretensões de determinados povos que não pretendem adotar os costumes Europeus.

  4. Nenhum país europeu tem obrigação de acolher imigrantes ilegais. Nenhum país europeu tem obrigação de resolver os problemas dos outros países do mundo. Medida brilhante a adoptar de forma transversal em toda a Europa.

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