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PJ examina diário de vítima no Meco

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Lawrie Cate / Flickr

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O diário mantido por uma das estudantes que morreu no Meco a 15 de Dezembro está a ser analisado por uma equipa da Polícia Judiciária de Setúbal.

Quem avança a notícia é o jornal Público que indica que o documento em causa deverá possuir excertos que devem permitir um melhor entendimento sobre a função que cada um dos jovens tinha na Comissão Oficial de Praxes Académicas da Universidade Lusófona (COPA), a hierarquia existente, assim como eventuais divergências entre os seus elementos.

Esta análise deverá permitir também à PJ, ao tentar perceber o que aconteceu antes da tragédia, encontrar detalhes sobre os preparativos para o fim-de-semana e ainda saber se havia mais estudantes presentes na altura.

Segundo o jornal, essas pessoas poderão ser o elemento que falta para ser possível saber o que se passou na noite que vitimou os seis alunos.

Em declarações ao jornal Público, Vitor Parente Ribeiro, advogado das famílias das vítimas afirmou desconhecer a existência do referido diário, um facto que foi confirmado por um dos pais.

Até ao momento, havia apenas o conhecimento de uma folha A4 onde estava descrita a logística para o fim-de-semana, contendo pormenores relacionados com a alimentação e as alcunhas usadas na praxe dos estudantes.

O Dux João Miguel Gouveia, o único sobrevivente da tragédia, continua em silêncio.

Segundo o jornal, os familiares das vítimas já foram ouvidos tendo entretanto sido entregues aos inspectores alguns telemóveis das vítimas assim como documentos sobre a praxe.

Os familiares querem igualmente entregar ao Ministério Público, nomes de outros alunos da Lusófona que se disponibilizaram, por email, a testemunhar no processo. Em causa estão jovens que afirmam terem experienciado rituais semelhantes e que poderão explicar os seus contornos.

Por essa razão, as famílias requereram ao Tribunal de Almada a sua constituição como assistentes que, sendo aceite, passarão a colaborar com o Ministério Público

ZAP

3 Comments

  1. O Sr “DUX” ao mandar vendar os olhos aos colegas e pô-los de costas para o mar em feitio de meia luas e se for verdade que tinham os tornozelos presos ,bom aqui não há duvida e crime com Dolo.
    E os outros elementos que foram vistos a acompanharem o SR”DUX” e que no total eram cerca de 12 pessoas, se morreram 6 e há um sobrevivente …quem eram os outros??????POIS FALTAM 5…pois é….

  2. já estudei na Lusófona, não fui muito afetado pela praxe, é algo que abomino.
    Considero no entanto que a praxe não passa de uma fantochada e quando coloca vidas em risco, é particularmente a consumação dum atrofio um género de demência prepotente. Pensam que é fino que é in a praxe, toda a envolvência da praxe é patética. Não é um comité de boas vindas é um comité de humilhação.

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