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Pirata informático divulga dados de centrais nucleares da Coreia do Sul

iaea_imagebank / Flickr

A central nuclear sul coreana de Wolsong

A central nuclear sul coreana de Wolsong

Um pirata informático furtou planos e outros dados de reatores de centrais nucleares da Coreia do Sul e está a divulgar a informação na Internet, disse hoje a empresa que opera as unidades.

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O ‘hacker’, que publicou hoje numa conta na rede social Twitter chamada “Presidente do grupo antinuclear”, desenhos e manuais dos reatores 2 e 1, respetivamente, das centrais de Gori e Wolsong, ambas no sudeste da Coreia do Sul, furtados à empresa Korea Hydro & Nuclear Power (KHNP).

A informação inclui dados sobre os sistemas de ar condicionado e refrigeração dos reatores, com o pirata informático a ameaçar intensificar a ação caso as centrais não sejam encerradas.

Trata-se da quarta divulgação do tipo desde dia 15 de dezembro, explicaram hoje representantes da KHNP, citados pela agência Yonhap, frisando que a informação em causa não está relacionada com a tecnologia principal dos reatores e não constitui uma ameaça para a segurança das centrais nucleares.

Na primeira divulgação, no dia 15, o pirata informático tornou públicos dados pessoais de aproximadamente dez mil funcionários da empresa.

Em seguida, pediu o encerramento, durante três meses a partir do Natal, das unidades de fissão 1 e 3 de Gori e da 3 de Wolsong, advertindo que “os que residem perto dos reatores se deveriam manter afastados do local nos próximos meses”.

“Se não vejo os reatores encerrados para o Natal não terei outra opção senão publicar os dados e levar a cabo uma segunda ronda de destruição”, escreveu na mesma conta no Twitter.

“Posso revelar ao mundo cem mil páginas com dados. Dizem que isto não é material confidencial. Veremos se assumem a vossa responsabilidade se a informação de planos originais, sistemas e programas forem revelados a países que os querem”, concluiu.

A KHNP opera os 23 reatores nucleares comerciais da Coreia do Sul, os quais fornecem 30% da eletricidade consumida pela quarta economia da Ásia.

/Lusa

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