Covid-19. Pessoas que recusam vacina devem ser banidas de locais públicos, defende parlamentar australiano

Um parlamentar australiano apelou para que a vacina contra a covid-19 se tornasse obrigatória para todas as pessoas com mais de 18 anos e que fossem “controlados e restritos” os movimentos daquelas que se recusem a tomá-la.

Frank Pangallo, do partido SA-Best, exigiu que a vacinação passe a ser obrigatória para trabalho, viagens ou visitas a locais públicos, avançou esta segunda-feira o Independent. “Embora as pessoas ainda tenham a opção de serem vacinadas ou não, o que podem fazer na comunidade precisa ser controlado e restringido”, afirmou, citado pelo Adelaide Now.

O político pediu ao Governo que introduzisse o “vaxport”, documento que comprova a inoculação, evitando assim uma “catástrofe económica e de saúde” no país.

Contudo, o Governo do primeiro-ministro Scott Morrison ainda não sugeriu que tornaria a vacinação obrigatória. “Entendo que as pessoas vão pensar que esta é uma medida bastante drástica e draconiana, mas a pandemia continua a evoluir de uma forma e em vagas que ninguém pode prever”, acrescentou Frank Pangallo.

Mesmo com as vacinas, “não conseguimos controlar a sua disseminação e as variantes que estão a surgir – não apenas a Delta, mas a variante Lambda, do Peru”, disse ainda, instando o Governo a suspender as restrições ao programa de vacinação, permitindo que os indivíduos decidam a vacina que desejam, sem esperar pela elegibilidade.

“A Austrália está à beira de uma catástrofe económica e de saúde, que exige uma liderança forte e decisiva para evitar que todo o país fique confinado”, sublinhou. “Tempos difíceis exigem uma liderança forte (…). Isso é o que é necessário agora. A tagarelice de Scott Morrison precisa acabar”, referiu ao NCA Newswire.

Ao Adelaide Now, a diretora de saúde pública, Nicola Spurrier, disse que, embora as autoridades estejam a analisar a vacinação obrigatória para profissões de alto risco, esta não está a ser planeada para uma população mais ampla. Também o ministro da saúde, Stephen Wade, não defendeu a obrigatoriedade da inoculação.

Com mais de 10 milhões de vacinas administradas, cerca de 13% da população australiana está totalmente vacinada. Atualmente, australianos com menos de 40 anos não são elegíveis para vacinas da Pfizer devido à sua escassez. O Australian Technical Advisory Group on Imunization recomenda a vacina da AstraZeneca apenas para maiores de 60 anos, defendendo o uso da Pfizer para qualquer pessoa abaixo dessa idade.

Taísa Pagno //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Para este tipo de pessoas, como este parlamentar australiano, é que existe um Tribunal de Nuremberga! Triste verificar que ainda existem muitas raízes nazistas.

  2. O parlamentar australiano deve estar com os copos, pois existem pessoas com determinada condição de saúde, ás quais não deve ser aplicada a vacina. Esse parlamentar devia ir tirar um curso de medicina a ver se ficava mais esperto.

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