Em Pequim, Marcelo defendeu o “respeito efetivo pelos direitos humanos”

Homem de Gouveia / Lusa

O painel era sobre alterações climáticas, o anfitrião era a China e Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos poucos líderes ocidentais a referir a questão dos direitos humanos no segundo Fórum da Iniciativa Faixa e Rota (BRI).

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu este sábado em Pequim o “respeito efetivo pelos direitos humanos” a nível global, numa intervenção perante o Presidente da China, Xi Jinping, e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O chefe de Estado referiu-se aos direitos humanos no final da sua intervenção na segunda edição do fórum “Faixa e Rota”, a iniciativa chinesa de investimento em infraestruturas da Ásia à Europa, num painel sobre ambiente e desenvolvimento sustentável, que decorreu à porta fechada e não foi transmitido no centro de imprensa.

De acordo com o seu discurso escrito, a que a Lusa teve acesso, a propósito do combate às alterações climáticas Marcelo afirmou: “O mais importante é combinar a ação multilateral com diálogo político, porque essa é verdadeiramente a única via para garantir um mundo melhor, em que a paz, o desenvolvimento, a justiça e o efetivo respeito pelos direitos humanos prevaleça”.

Mais tarde, em declarações aos jornalistas, o próprio chefe de Estado destacou essa referência aos direitos humanos. “Eu terminei a intervenção – como, aliás, o secretário-geral António Guterres, foram duas das intervenções em que me recordo que isso foi citado expressamente – dizendo que o objetivo cimeiro disso é efetivar os direitos humanos“, disse.

Questionado se o Presidente chinês fez algum comentário sobre essa matéria, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: “Ouviu a exposição, fez o comentário falando da conversa que tínhamos tido e da cooperação entre Portugal e a China, em função do encontro que tínhamos tido em Lisboa. Portanto, não focou pontos concretos da minha intervenção”.

Resta saber se, na visita de Estado à China, que inicia amanhã, Marcelo voltará a levantar as preocupações sobre os direitos humanos nos encontros bilaterais com o presidente e com o primeiro-ministro chineses.

Segundo o Expresso, que refere relatórios de organizações não-governamentais, este continua a ser um sério problema no país. No entanto, o papel mais ativo e influente da China na economia mundial, fez com que o tema fosse perdendo alguma da relevância diplomática.

ZAP // Lusa

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