Relógio japonês parado pelo terramoto de 2011 volta a funcionar novamente (graças a outro sismo)

Um relógio japonês com 100 anos de idade que deixou de funcionar depois do devastador terramoto de 2011 voltou a trabalhar após um novo sismo este ano.

De acordo com o jornal Maunichi Shumbun, o relógio, guardado no Templo Fumonji, em Yamamoto, na região japonesa de Miyagi. Em 11 de março de 2011, o templo, que fica a poucas centenas de metros da costa, foi atingido pelas ondas do tsunami que se seguiu ao devastador terramoto e apenas os seus pilares e telhado foram poupados pelo dilúvio.

Depois do desastre, o proprietário do objeto e sacerdote chefe do templo, Bunshun Sakano, resgatou o relógio dos escombros e tentou consertá-lo, mas em vão.

Contudo, 10 anos depois, um pequeno sismo atingiu o Japão e o relógio voltou a funcionar.

Em 13 de fevereiro deste ano – semanas antes do aniversário do desastre -, a mesma região foi atingida por outro poderoso terramoto. Os meteorologistas disseram que foi um abalo secundário do grande terremoto de 2011.

De acordo com a BBC, na manhã seguinte, Sakano, ao verificar se havia algum dano no saguão principal, ouviu um tique-taque e descobriu que o relógio estava a mover-se novamente. Dois meses depois, ainda está a funcionar.

O relógio de 80 centímetros, que Sakano comprou numa loja de antiguidades nas proximidades de Fukushima vários anos antes do desastre de 2011, parece ter voltado a funcionar com a força do terramoto de fevereiro.

“É possível que o pêndulo, que parou, se tenha voltado mover com o tremor do terramoto ou que a poeira que se acumulou dentro se soltou”, explicou um representante da Seiko, a fabricante do relógio.

Sakano, cujo templo serviu de base para voluntários após o terramoto, disse que a “ressuscitação” do relógio foi, para si, uma inspiração.

“Talvez esteja a empurrar-me para seguir em frente com uma nova determinação“, disse. “É como um sinal de encorajamento de que a verdadeira restauração está por vir.”

O desastre nuclear em Fukushima Daiichi foi desencadeado por um maremoto em março de 2011. Aproximadamente 52 mil pessoas continuam deslocadas devido àquele que foi o segundo pior acidente nuclear de sempre, depois do desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em 26 de abril de 1986.

A onda gigantesca criada pelo violento de sismo de 9,0 de magnitude em 11 de março de 2011 submergiu as instalações, a eletricidade foi cortada, os sistemas de arrefecimento do combustível nuclear pararam, levando à fusão do combustível do núcleo de três dos seis reatores. As explosões de hidrogénio destruíram parte dos edifícios de Fukushima Daiichi.

Maria Campos Maria Campos, ZAP //

 

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