Os Himalaias encolheram depois do terramoto no Nepal

Paul Hamilton / Wikimedia

Vista dos Himalaias

Geólogos norte-americanos e alemães afirmam que o forte terramoto que atingiu o Nepal terá diminuído o tamanho da cordilheira dos Himalaias em cerca de 1 metro.

Os investigadores alertam, no entanto que esta alteração, provocada pelo tremor de terra de 25 de abril, tem que ser confirmada por estudos no local, dados aéreos ou dados de GPS.

A investigação é anterior ao segundo terramoto no Nepal, ocorrido esta terça-feira, 12 de maio.

“A principal zona que viu a sua altura reduzida é um trecho de 80 a 100 km do Langtang Himal, a noroeste da capital, Katmandu”, diz o geólogo Richard Briggs, do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Langtang é uma região onde se encontram ainda desaparecidos muitos moradores e montanhistas, possivelmente mortos, após as avalanches e deslizamentos de terra desencadeados pelo terramoto de magnitude 7,8 ocorrido a 25 de abril.

Os geólogos acreditam que a altura de outros picos dos Himalaias também pode ter diminuído, incluindo o Ganesh Himal, a oeste de Langtang.

Ainda não foram analisadas as imagens de satélite do mais famoso pico dos Himalaias – o Everest.

A análise dos dados tem-se centrado na região central do Nepal, mais atingida pelo terremoto. O Everest localiza-se a leste desta área.

No entanto, antes do tremor de terra, já havia discussões sobre a altura do Everest.

“Mas o que vemos nos dados que avaliámos… é uma região em que claramente se identifica uma diminuição de até 1,5 m”, diz Christian Minet, geólogo do DLR, o Centro Aeroespacial Alemão, que processou os dados do terramoto no Nepal enviados pelo satélite Sentinel-1a.

United States Geological Survey / Wikimedia

As placas tectónicas da Terra. A placa da Índia (a vermelho) desliza lentamente para debaixo da placa da Eurásia (verde). Entre a Índia e a China, o Nepal (assinalado) está na linha que separa as placas

As placas tectónicas da Terra. A placa da Índia (a vermelho) desliza lentamente para debaixo da placa da Eurásia (verde). Entre a Índia e a China, o Nepal (assinalado) está na linha que separa as placas

Sobe e desce

Cientistas do Centro de Observação da Terra do DLR compararam duas imagens separadas de uma mesma região enviada pelo satélite, antes e depois do terremoto.

Segundo Minet, as imagens de satélite mostraram que a área da cordilheira diminuiu cerca de 0,7 m a 1,5 m, mas que “não é possível dizer que haja uma montanha específica que esteja menor”.

O estudo também descobriu que algumas áreas, incluindo a capital, Katmandu, e o sul das montanhas do Himalaia, ficaram mais altas depois do terramoto. Movimentos de abatimento e elevação são um comportamento geológico normal, depois de um terramoto desta magnitude.

Normalmente, a altura dos Himalaias está em ascensão, devido à colisão entre as placas tectónicas Indiana e Eurasiática. Mas durante grandes terremotos, o processo é invertido, dizem os geólogos.

Entretanto, as autoridades no Nepal dizem que ainda não avaliaram o impacto geológico do terremoto no Himalaia, já que ainda estão empenhados nas operações de resgate após o terremoto.

ZAP / BBC

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