ONU denuncia contínua limpeza étnica dos Rohingya em Myanmar

A limpeza étnica da minoria Rohingya continua no estado de Rakhine, no oeste de Myanmar (antiga Birmânia), de onde mais de 700 mil pessoas fugiram desde agosto para o vizinho Bangladesh, alertaram as Nações Unidas na segunda-feira.

A ONU e organizações de defesa dos Direitos Humanos têm denunciado repetidamente os crimes cometidos pelo Exército da antiga Birmânia na ofensiva que inaugurou no norte de Rakhine no final de agosto passado, em resposta ao assalto armado de um grupo de rebeldes da minoria étnica.

O assistente do secretário-geral da ONU para os Direitos Humanos, Andrew Gilmour, sustentou na segunda-feira que, apesar de ter sido registada uma redução do grau de violência nessa ofensiva, as forças de segurança continuam a executar homicídios, violações, torturas, sequestros e a negar alimentos a elementos daquela etnia.

“Parece que a violência generalizada e sistemática contra os Rohingya persiste”, disse o responsável em comunicado, após visitar alguns dos campos de refugiados do Bangladesh. “A natureza da violência mudou para uma campanha de terror de baixa intensidade e de fome forçada, que parece ter sido elaborada para empurrar os Rohingya que ainda estão nas suas casas em direção ao Bangladesh”.

Gilmour também recriminou o governo liderado pela Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, por dizer que está preparado para o regresso dos refugiados quando a violência persiste, frisando que, nas atuais condições, “o retorno seguro, digno e sustentável é impossível”.

Por outro lado, elogiou a resposta humanitária do Bangladesh – um país pobre – e de organismos internacionais face à situação dos Rohingya, embora tenha alertado para os “devastadores efeitos” que o início da estação das chuvas trará para os campos de refugiados.

O Bangladesh e Myanmar assinaram um acordo para começar a repatriar os refugiados em finais de janeiro deste ano, que acabou por ser suspenso à última hora por Daca.

O exército birmanês continua a rejeitar as acusações de abusos, muito embora em janeiro tenha assumido um caso de homicídios extrajudiciais de Rohingya que foram enterrados numa vala comum, um potencial crime de guerra que remonta a setembro de 2017.

Myanmar não reconhece cidadania aos Rohingya, que considera imigrantes ilegais bengalis, submetendo-os há várias décadas a todo o tipo de discriminações, incluindo restrições à liberdade de movimentos e no acesso ao mercado de trabalho.

Lusa // Lusa

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