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Ómicron pode ter predominância de 80% até ao fim do ano, admite Marta Temido. Resposta hospitalar reforçada

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José Sena Goulão / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido

Ministra da Saúde alertou que, perante uma situação que motiva preocupação, é preciso que todos façam mais ao nível da vacinação, testagem e uso de máscara.

A uma semana do Natal, Marta Temido fez esta manhã um ponto da situação das medidas extraordinárias anunciadas há duas semanas pelo primeiro-ministro e que tinham como objetivo controlar a transmissão do vírus na época festiva — quando a variante Ómicron ainda não tinha feito soar os alarmes em todo o mundo. No entanto, e segundo a ministra da saúde, esta estripe tem uma prevalência atual de 20%, mas os especialistas estimam que o número possa ser superior a 80% já no final do ano.

Para estas estimativas, foram usados como referência os números recorde de infeções registados no Reino Unido e na Dinamarca, onde se está a registar uma duplicação dos casos em períodos de dois a três dias.

Nas palavras da governante, nos dois países assistiu-se a uma substituição da curva de incidência por um “arranha-céus” de casos, pelo que os próximos tempos devem ser decisivos, no que respeita a Portugal, para perceber qual a gravidade da variante e se o nível de resposta, por parte do Governo, é adequada.

De acordo com Marta Temido, Portugal deve seguir este padrão, já que a Ómicron apresenta, ainda de acordo com os dados destes países, uma maior transmissibilidade face à variante Delta, apesar de ter associada uma menor gravidade na doença e na letalidade — com a ressalva de que são necessários mais estudos para confirmar este comportamento.

Nesta equação terão também que ser consideradas as vacinas, as quais, tal como se assistiu no processo de substituição da variante Alpha pela Delta, poderão atenuar formas mais graves da doença e até a letalidade. Para já, estimam os peritos [Marta Temido fez-se acompanhar de Baltazar Nunes e João Paulo Gomes que aconselham o Governo, quem esteja vacinado com três doses deverá ter um nível de proteção entre os 70 e os 75%.

A ministra da Saúde destacou, neste contexto, que é preciso “fazer mais“, seja ao nível da vacinação, da testagem e até do uso de máscara — tendo também aconselhado os portugueses a evitarem a frequência de espaços fechados sobrelotados e promoverem o arejamento das divisões em que se encontrem, quando tal é possível.

Sobre o impacto da nova variante nos serviços de saúde, Marta Temido admitiu que estes já se começam a ressentir, depois de na última semana se terem registado níveis “estáveis”. Numa tentativa de antecipar cenários epidemiológicos mais severos, a ministra da Saúde revelou que as Administrações Regionais de Saúde já encetaram contactos com os setores privados e e sociais para garantir o reforço da disponibilidade. Tal deverá traduzir-se em mais 400 camas, mas também possibilidade de transferência de doentes covid e não covid, graças aos 38 acordos de transferência assinados.

O objetivo, adiantou a ministra, é que não seja preciso cancelar atividade hospitalar prevista, ainda que se espere que tal não seja preciso.

  ZAP //

1 Comment

  1. Mas continua a haver uma falha de auto-testes lamentável !….por aqui neste quintal onde resido nem um a venda seja onde for a praticamente um mes !..por esta altura , há um Ano era falta de vacinas da gripe, este Ano é falta de auto-testes !

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