Novo Banco aumenta comissões de transferências para combater prejuízos

André Kosters / Lusa

O Novo Banco informa que algumas comissões de movimentos bancários voltam a aumentar a partir de 30 de junho para combater os prejuízos registados.

O Novo Banco anunciou que vai avançar com o agravamento de algumas comissões a partir de 30 de junho, com as transferências bancárias a serem os movimentos que mais sofrerão, revela o Negócios.

Em alguns casos, o aumento será de 72% e as transferências através do NBdireto são as que sofrem o maior agravamento. Além disso, revela o jornal, algumas das operações que até então eram isentas de taxas deixarão de o ser.

As transferências dentro da mesma instituição financeira com o mesmo ordenante e o mesmo beneficiário realizadas através do NBdireto que até agora não têm qualquer custo passam a custar 1,56 euros, aos quais acresce o imposto do selo.

As transferências realizadas entre clientes diferentes do mesmo banco sofrem um agravamento de 72% e passam então a custar 1,97 euros.

Os “ajustamentos nas operações realizadas através do NBdireto (serviço telefónico)” apenas foram feitos “na opção de atendimento personalizado, com requisição de falar com operador, um serviço pouco utilizado“, refere o Novo Banco.

Contudo, de acordo com o Negócios, a mesma fonte não esclareceu o que motivou o banco a avançar com agravamentos expressivos de um serviço que qualifica como “pouco utilizado”.

Mas este não será o único serviço a encarecer. As transferências urgentes para outras instituições financeiras realizadas através do “homebanking” e da aplicação não têm, neste momento, qualquer custo. A partir de junho assumem um custo de 26 euros com imposto de selo.

Também as transferências não urgentes realizadas de forma periódica, pelos mesmos canais, que agora são gratuitas também passam a ter um custo de 0,78 euros (0,75 euros mais imposto do selo).

Tal como as transferências urgentes para outras instituições financeiras realizadas através do “homebanking” e da aplicação, as transferências internacionais no espaço SEPA urgentes, através da internet e da “app”, que até então eram gratuitas, passam a representar um encargo de 26 euros (com imposto).

O Novo Banco aproveitou também para agravar a anulação e a devolução de transferências, ou seja, das ordens que já foram emitidas, através do NBdireto e ao balcão, como é o caso dos pedidos feitos após as 16 horas. Este pedido, que até então era grátis, passa a assumir o valor de 83,20 euros com imposto de selo.

As transferências internacionais no NBdireto também vão custar 5,72 euros, mais 57% do que agora.

Além das transferências, outro meio de pagamento que verá os seus custos agravados são os cheques. A partir de 30 de Junho, a requisição de um módulo de cinco cheques cruzados com data de validade passará a custar mais 4,5%. Atualmente custa 11 euros e passará a ter um valor de 11,50 euros.

O Expresso nota que a estratégia aplicada por António Ramalho é muito semelhante à de Paulo Macedo na Caixa Geral de Depósitos: um aumento global de comissões dos movimentos bancários, para trazer fundos para a instituição.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Não tenho conta no NB, mas se tivesse, era de certeza que os mandava f…. ,
    Afinal, por quem se tomam??
    Querem viver á Grande à conta do zezito (tal como comos os menbros do governo, deputados e etc..)
    Pois que o façam, MAS COM O DINHEIRO DELES, é demasiao facil ter todo o tipo de mordomias e extravagâncias e quando a fonte seca, vêm ASSALTAR quem trabalha.
    Este país está entregue aos bichos, literalmente…

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