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O Zumwalt disparou o seu primeiro míssil

O novo destroyer da marinha norte-americana, o USS Zumwalt, disparou pela primeira vez um míssil. O projétil disparado intercetou com sucesso o alvo de teste.

Em 2015, o maior e mais futurista contratorpedeiro da Marinha norte-americana conheceu o mar pela primeira vez, quase oito anos depois de ter começado a ser construido. Apelidado de USS Zumwalt, o navio de guerra partiu do estaleiro Bath Iron Works, no Maine, para fazer os primeiros testes em mar aberto.

Agora, cinco anos depois, e após 26 mil milhões de dólares gastos no programa, o USS Zumwalt disparou um Standard Missile 2 (SM-2) pela primeira vez, escreve o The Drive. O míssil foi disparado numa zona de testes localizada na costa sul da Califórnia, lê-se num comunicado oficial da Marinha norte-americana.

Foram usados drones para simular mísseis subsónicos e supersónicos. A Marinha garantiu que o míssil lançado pelo USS Zumwalt intercetou com sucesso o alvo. O disparo do míssil foi divulgado no canal de YouTube da Marinha.

“O teste bem-sucedido de hoje não apenas demonstra a capacidade do navio de disparar mísseis e de autodefesa, mas também é um passo significativo em direção a testes e operações de sistemas de combate mais avançados para o navio de guerra mais tecnicamente inovador da nossa Marinha”, disse o capitão da Marinha e diretor do projeto, Matt Schroeder, em comunicado.

“A tripulação do USS Zumwalt e o Surface Development Squadron One estão a trabalhar lado a lado com a comunidade de aquisição para aprimorar a capacidade operacional deste navio”, lê-se ainda. Assim, esperam-se melhorias no navio para o futuro.

O SM-2 Block IIIAZ será então uma das principais armas disponíveis para o Zumwalt para defesa aérea e antimísseis.

O principal objetivo da classe Zumwalt é operar tanto em águas profundas como superficiais e pode cumprir uma série de funções como, por exemplo, proteger navios de maior dimensão e disparar contra alvos terrestres.

Também está totalmente adaptado aos padrões da Marinha norte-americana, permitindo uma tripulação de apenas 158 pessoas – quase metade da tripulação a bordo dos atuais contratorpedeiros da classe Arleigh Burke.

Os navios desta classe geram energia suficiente para incorporar as futuras armas que a Marinha está a desenvolver, como é o caso das armas laser, embora a sua construção tenha testemunhado um grande aumento de custos nos últimos anos.

  ZAP //

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