“Não queremos mais Gabrielas”. Um mês depois do assassinato, manifestantes voltam a sair à rua em Braga

António Pedro Santos / Lusa

Um mês depois de Gabriela Monteiro ter sido morta à frente do tribunal de Braga pelo marido, que confessou tê-la ferido com uma arma branca, o movimento “Mulheres de Braga” anuncia uma manifestação no domingo “pelas outras Gabrielas”.

O grupo surgiu dias depois da vigília organizada na própria noite pelo Theatro Circo, local onde a vítima trabalhava. Gabriela “não é que se tenha tornado um símbolo, mas foi o pavio”, explica Emília Santos, porta-voz do “Mulheres de Braga”.

Uma semana depois da morte de Gabriela, o grupo reuniu mais de uma centena de mulheres na segunda vigília em Braga em homenagem à vítima. Com o objetivo de “as mulheres partilharem as suas histórias e desabafarem”, o crescimento foi rápido. Em quatro dias, tinham já reunido mais de sete mil mulheres na página de Facebook. Hoje, passado um mês, são mais de 14 mil as mulheres de todo o país que o compõem, de acordo com o Observador.

Primeiro era um cantinho para desabafos de mulheres que estão presas, que não conseguem falar com a família e têm-nos ali. Depois, como cresceu, decidimos iniciar um apoio mais formal, encaminhá-las com a ajuda das associações que se juntaram a nós”, reforça a porta-voz do movimento, Emília Santos.

No domingo são esperadas mais de uma centena de mulheres nas ruas de Braga. Emília garante que já está confirmado que pessoas vindas de várias cidades do país também vão estar presentes.

Nesse dia será também lançada uma petição para que alguns aspetos legislativos relacionados com violência doméstica sejam alterados.

Emília Santos disse ao Observador que se pretende introduzir nas escolas “uma disciplina obrigatória desde o pré-escolar, dada por alguém formado e especializado para os abusos sexuais e para as agressões”. O movimento pretende igualmente que nas autarquias ou nos postos das forças policiais seja providenciado um gabinete de apoio à vítima 24 horas por dia com possibilidade de proteção imediata à vítima depois da queixa, dando como exemplo o mau funcionamento destas infraestruturas na cidade de Braga.

ZAP //

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