Na nova loja Pingo Doce, não há caixas, filas nem dinheiro. Paga-se com uma app

Na nova loja do Pingo Doce, em Carcavelos, não se usa dinheiro físico. Os clientes entram e saem do estabelecimento, sendo o pagamento processado automaticamente através de uma aplicação. 

Esta quinta-feira, abriu no Campus Universitário de Carcavelos, na região de Lisboa, uma nova loja Pingo Doce que o grupo Jerónimo Martins classifica como “totalmente inovadora”. Nesta loja, é possível entrar, sair e fazer compras sem passar por uma caixa registadora: basta descarregar uma aplicação para o telemóvel, a app Pingo Doce & Go Nova.

Através desta aplicação, os clientes retiram os produtos das prateleiras e, depois da leitura das etiquetas eletrónicas, vão fazendo automaticamente a atualização o seu cesto de compras. “No final, tendo associado um método de pagamento à sua conta, podem sair da loja sem passar por qualquer caixa registadora“, explica o Pingo Doce.

A empresa acrescenta ainda que “existe também a possibilidade do pagamento ser feito nas caixas self-checkout com cartão de débito ou crédito, uma vez que esta loja não opera com dinheiro”.

Segundo o Expresso, esta loja conta também com uma zona de pronto a comer, onde haverá oferta de refeições pré-preparadas, sushi e serviço de massas e saladas feitas ao momento.

A loja tem uma área de cerca de 250 m2 e estará aberta das 7h30 às 21h de segunda a sábado. Para o grupo Jerónimo Martins, será uma espécie de laboratório que permitirá estudar tendências de consumo. “Colocámos em teste diferentes soluções inovadoras no mercado do retalho alimentar, ao nível da tecnologia – maioritariamente desenvolvida por empresas portuguesas – e também do sortido e tipologia de loja”, adianta a diretora-geral do Pingo Doce, Isabel Ferreira Pinto.

No exterior, a loja conta também com uma máquina ‘Go 24/7’, operacional 24 horas por dia, 7 dias por semana, que oferece um sortido de conveniência – fruta cortada, comida pronta ou sumos naturais, assim como uma seleção de produtos biológicos, integrais, sem glúten e sem lactose, pensado para as necessidades dos estudantes, que serão os principais clientes desta loja no Campus Universitário de Carcavelos.

“Para adquirir os produtos, o cliente apenas tem de abrir a porta da máquina e retirar o que pretende. O débito é feito automaticamente no cartão de crédito”, explica o Pingo Doce.

O objetivo desta loja inovadora é “criar uma experiência de compra muito diferente”, capaz de acrescentar a “verdadeira conveniência e comodidade à comunidade académica e também à vizinhança da Universidade”, remata a mesma responsável.

ZAP //

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32 COMENTÁRIOS

  1. Então significa que os preços praticados nesta loja «Pingo Doce», em Carcavelos, terão que ser mais baixos, correcto?

    Pois serão os clientes a desempenhar a função de registar os produtos, função essa que compete à empresa e não ao cliente; o consumidor já vai pagar com seu dinheiro os bens que adquirir, e ainda vai ter de trabalhar para a empresa Pingo Doce de forma gratuita?

      • Não aparecem por magia….deixam é de haver, admitindo que uma linha de caixas no PD tem, em média, 4 caixas, com 2 turnos, ou seja 8 operadoras mais a respectiva chefe de caixas, vão pelo menos 9 postos de trabalho à “vida”, numa só loja (em média têm 40/50 por loja). São, portanto, menos 9 salärios mensais, 9×22 dias de subsidios de refeição/mês, menos 9 prémios anuais, etc, etc. Nada disto se vai traduzir em preços mais baixos de certeza, vai é traduzir-se em mais lucros.

        • Ui… que filme!…
          Nem sequer sabes quantos funcionários vai ter a loja e já estas com teorias!…
          O desembalamento, a reposição dos produtos, a programação das etiquetas electrónicas, etc, etc, vai ser tudo feito via satélite?!
          Não sei se sabes, mas já houve tempos quem que não era o cliente que ia buscar os produtos às prateleiras…

          • Já estou com filmes e teorias? Tá boa!
            Diz-me uma coisa, sabes fazer contas, certo? Vais ás compras ao Pingo Doce? A várias lojas ou sempre à mesma? Conheces alguém que lá trabalhe? Ou tu mesmo, trabalhas lá? Depois de responderes a estas perguntas a ti próprio, faz umas simples contas.
            Nåo sei quantos empregados a loja vai ter, nem isso é sequer relevante para o que eu disse, porque, certo mesmo, é que, pela média de caixas nas lojas (4) com 2 turnos são menos 9 empregos, contando com a chefe de caixas. Ou conheces alguma loja PD com menos de 3 caixas? Eu não conheço e vou a várias. Faz o filme/teoria que quiseres, mas que isto é realidade, é, digas o que disseres. Aliás, isto é feito mesmo para cortar custos fixos.
            Como tu mesmo mesmo disseste, os produtos não aparecem nas prateleiras sozinhos e, como a loja vai ter as mesmas secções que qualquer outra, não é dificil perceber que o numero de funcionários andará pela média que te disse (menos os operadores de caixa, obviamente).
            Quanto á pergunta que fazes, isso quer dizer o quê? Que não vão suprimir postos de trabalho? É mais que evidente que vão suprimir. A menos que estejas a sugerir que vão absorver os operadores de caixa para essas funções…eu não acredito nisso.
            No teu ultimo ponto, confesso que, nos meus 50 anos de vida, não me lembro do que afirmas, ou seja, nas velhinhas mercearias de balcão, de facto, eram os funcionärios que “aviavam” os pedidos dos clientes trazendo-lhes os produtos mas, desde que apareceu a grande distribuição (ainda antes dos hiper, os supermercados e as mercearias maiores), a ideia que tenho é que eramos sempre nós, clientes, a buscar os produtos nas prateleiras….ainda me lembro de ir fazer alguns recados á minha mãe, era eu puto com 7/8 anos, e tinha um supermercado “INÔ” a escassos 40/50 metros de casa, e já eram os clientes que iam buscar os produtos ás prateleiras, mas, recorda-me lá, posso estar enganado ou, simplesmente, não me lembrar.
            Cumprimentos

            • Mais uma vez: tanto ” filme” e não fazes ideia quantos quantos funcionários terá a nova loja!!

        • Essa filosofia é de uma mente mesquinha, por essa filosofia o mundo não deve de evoluir, aliás deveríamos andar para traz e tirar as calculadoras e as caixas registadoras, assim os funcionários tinham de calcular com papel, como levariam mais tempo, teriam de contratar mais funcionários para dar conta do serviços, para não falar que se produzia mais papel, logo mais lenhadores, mais fábricas, mais distribuição, num total mais emprego.
          Claro que, mais emprego significa mais salários, mais custos e por fim preços mais caros (os quais tu não vais querer pagar)

          O mundo evolui e os postos trabalhos e mudam a vida é assim. Deixa de existir caixas, vais ter mais técnicos, manutenção, informáticos, etc … ou achas que as caixas funcionam sem falhas? Ou pensas que não existem sistemas de leitura NFC para garantir que realmente pagas o que levas?

          Pessoalmente agrada-me a ideia de ir comprar e não ter de perder tempo em caixas com funcionários que muitas vezes estão a falar entre eles ou com os clientes sobre assuntos pessoais e se movem a lenha.(claro que não são todos, mas o justo paga pelo pecador)

    • Nao CLARO QUE NAO! Nenhuma empresa tem que passar os ganhos alcançados com optimização de processos para o preço final do consumidor.
      Os preços nao estao nem nunca estiveram relacionado com o custo do processo
      Dependem da procura e da oferta. Os preços do PDoce dependem dos preços que a concorrencia fizer e que os clientes estiverem dispostos a pagar. Se o PDoce conseguir reduzir os seus custos operacionais, isso apenas se reflete na sua margem

      • preciso que vá expôr a sua teoria à Banca, pq fazem exactamente isso que o caro diz que não é feito.

        e no caso da Banca ainda é mais grave pq esta num mundo normal dependeria dos seus depositantes e como tal dependeriam do tal processo de procura e oferta, Banco que pagasse mais juros aos depositantes que na realidade dão origem à sua existência teriam por certo mais depositantes.

        mas claro num mundo de aldrabices da moeda fiduciária criada a partir do débito, há uma completa inversão do sistema da oferta e procura.

        • Em que é que a banca altera o que eu disse sobre os preços do PDoce ?
          A banca funciona com procura e oferta como qualquer outra entidade economica. Os bancos nao sao so depositos e juros pagos. A captação de depositos é apenas um input quando o output é o credito concedido e aquilo que dá lucro ao banco, como funciona com qualquer outro agente.

  2. Esta inovação (que até nem inova muito, pois não é a primeira, passo a publicidade, o jumbo por exemplo, também tem opção de utilizar uma aplicação de smartphone), tem pontos positivos e negativos.

    É verdade que irá ter menos postos de trabalho com o pessoal das caixas (que em alguns casos são mal pagos e com horários complicados, e noutros até pode ser uma oportunidade de fazer mais uns trocos com um part-time), mas também irá criar postos de trabalho para manutenção e prevenção das máquinas “go 24*7”, mão de obra qualificada para o desenvolvimento e manutenção da aplicação e infraestrutura de suporte, etc.

    Resumido, isto não pode ser visto apenas como uma diminuição de custos com empregados. Se formos a pensar assim, ainda andávamos todos a cavar terra, e a fazer transportes com animais, pois assim eram precisas mais pessoas para fazer o que hoje um trator ou um camião faz.

    • Espero que um dia o seu posto de trabalho seja ocupado por uma maquina, de mim não irá levar nenhuma esmola. Eu não compro em lojas sem empregados.

      • Luis Vaz Que pensamento mais retrógrado. Não pode evitar o futuro, a humanidade anda há bastante tempo a desenvolver novas tecnologias para evoluirmos enquanto sociedade. Isso obviamente vai trazer alguns sobressaltos, mas no geral a qualidade de vida vai sempre melhorar.

        Ou também se recusa a ver televisão porque está a acabar com os empregos da rádio? Sinceramente, que velho do Restelo

      • Nunca comprou nada naquelas máquinas de venda automáticas de comidas/bebidas?
        Não usa via verde?
        Recusa-se a sair nas saídas de auto-estrada que apenas têm uma máquina para pagamento?
        Não levanta dinheiro nas máquinas de multibanco?
        Acho que podia continuar aqui a dar exemplos…

  3. Primeira questão: tem app compatível com os SO existentes no mercado, ainda que descontinuados no fabricante, mas presentes nos aparelhos dos utilizadores, nomeadamente no W10m? Num mudo cada vez mais preocupado com sustentabilidade, essa seria uma demonstração de preocupação, a reutilização e não o descarte de equipamentos e aquisição dos mesmos.
    Segunda questão: a que propósito tenho de ter cartão de crédito?

    • Ora nem mais!
      Essa é apenas uma das muitas questões que se colocam e que colidem com muitos consumidores.
      Pensando numa lógica de médio/longo prazo, em que haja uma uniformização destes procedimentos, ou seja, todas as lojas funcionem assim, o impacto social vai ser grande. Como diz, e bem, porque carga de água seremos obrigados a ter um cartão de crédito, eventualmente a ter custos com a necessidade de compatibilizar a aplicação com o SO presente no nosso telm., etc, etc.
      Outra questão importante é saber como colocarão a população idosa a usar essa ferramenta? Vão dar formação a essa larga franja de consumidores? Deve ser isso!

  4. Gostava de saber como vão fazer a quem compra fruta, carne e pão em retalho, aspectos que atualmente é possível fazer nas lojas do Pingo Doce?

  5. Com a app do jumbo o meu telemóvel (tem um ano se tanto) não consegue ler o código de barras, queixei-me, resposta: compre outro.

    • Caro Fernando, esse é um dos problemas, mas há outros….
      Vai ser interessante ver o que vão fazer quando (e se) uniformizarem esse sistema às lojas todas, acabando com as pessoas das caixas e com pagamentos a dinheiro. Temos milhões de idosos, na maioria, sem grande formação académica,fruto de outros tempos, e cujo dominio de novas tecnologias é zero. Vão perder essa franja gigante de clientes? Ou vão dar-lhes formação em novas tecnologias? Deve ser isso. Pelo meio, ainda lhes impingem um smartphone com a funcionalidade instalada, teclas grandes no visor, uma a dizer “carrinho de compras” e outra a dizer “pagar”, com período de fidelização e com um valor minimo de compras mensais, pró equipamento “sair de borla”…

      • Escutei exactamente a mesma cena dos idosos, coitadinhos, que são ignorantes e incapazes de se adaptar, quando apareceu o multibanco …

        Agora vê lá que aqui nos comentários tens alguns que são incapazes de operar um telemóvel mas bem capazes de vir para aqui destilar veneno e falar mal da inovação.

        Nada acontece do dia para a noite, vais ver que na loja esta alguém a ajudar e a controlar, tal como nas caixas rápidas para cestos tens um ou dois operadores.
        Os idosos, adaptam-se, como se adaptaram a outras tecnologias, porque raio temos de pensar que eles são tontos, esse estereotipo já devia estar ultrapassado.

  6. Querem acabar com as filas?? contratem mais pessoal para as caixas. Têm aqui a solução para o vosso problema. Palhaçada. Os mais ricos deste país não passam de MERCEEIROS que nada produzem e que tudo metem ao bolso à custa das ovelhas. é domingo, bora pro shopping…

    • Claro, tu trabalhas “pro-bono”
      Amigo o mercado funciona assim, nenhuma empresa está para ter prejuízos (a menos que seja estatal, aí podem ter porque todos as sustentamos)

      Se não fosse para ter lucros, as empresas não existiam.

      • Mas se as empresas existem sem trabalhadores, para que servem se não para dar lucro aos accionistas e dar zero contributo à sociedade?.
        Não acha que estas empresas que ganham milhões de euros com os Portugueses que fazem compras nas suas lojas, deviam contribuir para a sociedade?.
        Neste caso estão a suprimir as pessoas que estariam nas caixas.
        Você pode dizer que há pessoas a repor os produtos nas prateleiras e os técnicos do software. Pois da mesma maneira que há tecnologia para substituir as pessoas das caixas, também há para substituir as outras. É só uma questão de tempo e nós, os tansos, irmos fazer compras neste tipo de loja.
        Amigo, mais cedo ou mais tarde chega ao seu posto de trabalho.

        • Pedro Nuno 6 Outubro, 2019 at 22:05:
          “Amigo, mais cedo ou mais tarde chega ao seu posto de trabalho”

          Ao longo dos meus 26 anos de carreira, já passei por isso 2 vezes, felizmente, ao invés de me lamentar e esperar esmolas, avancei, estudei, e segui em frente para outras posições.

          Vai sempre haver necessidade de postos de trabalho, eles estão lá, simplesmente em outras areas.

          Pedro Nuno 6 Outubro, 2019 at 22:05:
          “Não acha que estas empresas que ganham milhões de euros com os Portugueses que fazem compras nas suas lojas, deviam contribuir para a sociedade?.”

          Não, por acaso não acho justo que uma empresa seja obrigada a criar postos de trabalho desnecessários para contribuir para a sociedade, essa empresa ja paga sobre os lucros, quanto mais lucros tem, mais paga (ao governo, que somos todos nós, mesmo os cobardes / calões que não votam e se refugiam a falar mal do governo eleito pelos outros).

          Cabe ao governo eleito garantir a adaptação dos Portugueses com a implementação de programas de formação e adaptação, não me refiro a programas sociais, que pagam a quem não trabalha.
          Também cabe ao governo eleito garantir verbas para esses programas com leis justas e adequadas, através da tributação justa sobre estes lucros.

          Mas Pedro, o problema é muito mais profundo do que simplesmente estes postos de trabalho, o problema passa pela incapacidade de tributar os lucros porque eles, “teoricamente”, não existirem … por isso falei na criação de leis justas, essas leis tem por obrigação impedir que as empresas fujam com os lucros para outros países através de compras de dividas e outras jogadas do mesmo estilo.

          Talvez fosse bom deixarem de se preocupar com a perda destes postos de trabalho e tentar garantir que os outros que os substituam sejam operados a partir de Portugal e não desde a India, Paquistão, China, Taiwan, etc…

          just my 2 cents …

  7. Ao ler os comentários dá a impressão que um dia destes vamos todos ser técnicos de informática.
    E se calhar é mesmo, visto que este caso não é único.
    Um dia destes não há taxistas, condutores de autocarros, de camiões, comboios, operadores de caixa, trabalhadores de superfícies comerciais, enfim, uma lista vasta.
    Vamos todos estudar programação e electrónica.
    Só vos digo uma coisa, as nossas vidas e os nossos trabalhos estão todos ligados. Mais cedo ou mais tarde, chega à vossa vez, ao vosso posto de trabalho. Quando este dito progresso bater à vossa porta, quero ver se reclamam.
    Progresso é necessário mas tem que ser em conta e em medida e tenho a certeza que o Pingo Doce ao fazer isto não tem mente o bem estar da sociedade ou se quer dos clientes.

  8. Ou seja, poupam nos funcionários e ainda obrigam os totós a fazer o trabalho todo! Ainda por cima, passam por cima das leis, é que caso não saibam, nenhum comerciante se pode recusar a ser pago em dinheiro!

  9. Sinceramente, também sou da opinião que não deve ser tudo tão informatizado….é necessário haver o contato com as pessoas. Cada vez menos vivemos em sociedade, fazemos tudo sozinhos, não há um “bom dia” é facebook, maquinas na gasolina/supermercados/lavandarias, cartões e siga!! Estamos a desaprender de falar e escrever!!! Apesar de ir a supermercados com essa tecnologia de maquinas para fazer os pagamentos, também me recuso a passar enquanto puder, espero para ser atendida por alguém que fala para mim, sorri e recebe um sorriso, pois como dizem bem, muitos são mal pagos e tem de estar ali com boa cara para o cliente. Demoro mais tempo? Sim, mas não me sinto “mais um número no mundo”, falo, ouço e fico bem comigo mesma, ajudei e fui ajudada. Todos temos dias menos bons e ver alguém a sorrir (mesmo que esteja em dia mau..) é reconfortante.
    Robots a operar??! Carros andar sozinhos…O progresso é bom e é necessário, mas invistam em coisas que efectivamente possam fazer parte do dia a dia mas interagir ao mesmo tempo com as pessoas, não afectar os empregos.
    Vamos a um restaurante, os miúdos choram e fazem birras, o que fazem os pais para os calar?! Toma lá o telemóvel/tablet e joga …”não me chateies a cabeça” é o que querem dizer.
    È triste ver isso, não há paciência é preciso o contato com as pessoas, interação se não ficamos “embrutecidos, egoístas” e precisamos uns dos outros.

    • Subscrevo, na integra, o que escreveu Isabel!!!
      Estamos num mundo cada vez mais egoista. O progresso e os avanços tecnológicos são importantes? Claro que sim. Importa é que não “triturem” uma grande maioria de pessoas, que viveram noutros tempos em que se cultivava o atraso e se impunham limitações ao conhecimento. Avançar nesse sentido, é exclui-las! Não pode ser!
      Ainda ontem falava sobre as brincadeiras da minha infância. Brincavamos ao ar livre, apanhávamos sol e importantissima vitamina D, respiravamos ar puro, conviviamos todos, cultivava-se a amizade, o companheirismo, os afectos, a xomunicação interpessoal, mas hoje, o “progresso” tecnológico, meteu os miudos em frente a um ecrã, a comer fast food, a jogar o dia todo, a fazer “amigos” virtuais nas redes sociais, etc, etc. Há a clara perda do vinculo social, da empatia, etc, até mesmo na comunicação pais/filhos. Tenho duas filhas, na casa dos 20 e pouco anos, e embora tenha procurado dialogar com elas no sentido de não descurarem a vertente “humana”, ás tantas o poder das influências, colegas, “amigos”, etc, ultrapássa-nos. É coisa “careta”, dizem eles, não estar “na onda” facebook, passar umas bela horas com os olhos enfiados num ecrã a escassa distância, a jogar….enfim.

    • Isabel, esse é talvez o ponto mais relevante de todos os que aqui estão.
      Sinceramente sou a favor do progresso, seja ele qual for, desde a simplificação á automatização ou da educação á saude.
      Mas apesar de poder fazer uma contra-resposta com todas as vantagens ou até escrever sobre a necessidade de educação no correcto uso de tecnologias, acabo por concordar com em quase tudo o que escreveu.

  10. Obrigada Twingo e Paulo
    É o que sinto nesta sociedade. A tecnologia está a ter vontade própria e nós deixamos …Fui habituada ao pouco, a dizer “bom dia” e “obrigada” a falar com o vizinho,com o carteiro,com a senhora do supermercado,a agradecer o que tenho e apesar dos meus 44 anos, não me considero velha mas perante toda esta robotização (e contra mim falo, porque uso alguma), fico triste porque deixo de ser eu, para socializar com computadores e máquinas. É preciso sim, volto a dizer, mas com conta/peso e medida e ..nos sítios certos. Infelizmente eu não vou mudar as mentalidades do mundo mas recuso a mudar a minha para as máquinas. Chamem-me retrógrada ou o que quiserem, vou ao sabor do que acho aceitável. Já tive Facebook, mas a degradação que vejo da intimidade das pessoas é tanta que há 3 anos que não uso. Para trabalho ainda se aguenta, mas pessoalmente não acho benefico. Quem gosta que use, claro. Acredito e espero sinceramente que a geração que está aí a começar, que altere o seu modo de ver as coisas, que tenha descernimento para saber o que realmente tem valor na vida deles. É um desabafo. Desculpem. Tudo de bom para vocês.

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