Mulheres da GNR obrigadas a levar os filhos para o posto por falta de horário flexível

Algumas militares da GNR estão a ser obrigadas a levar os filhos para o posto por não terem onde os deixar quando entram nos primeiros turnos da manhã, às 7h.

Há mulheres da GNR que estão a ser obrigadas a levar os filhos pequenos para o posto por não terem onde os deixar quando entram nos primeiros turnos da manhã. Há vários casos em todo o país de ordens inflexíveis de comandantes, mesmo em situações em que as escolas ou infantários ainda não estão abertos – ou até mesmo ao fim de semana.

Segundo o Jornal de Notícias, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga já aceitou uma providência cautelar apresentada por uma militar da GNR de Guimarães que se queixava de que o seu comandante a obrigava a trabalhar no turno das 7h até às 16h.

A militar pediu para trocar o turno, trabalhando das 8h às 17h, para poder passar no infantário às 7h30 e deixar as suas duas filhas, de cinco e de dois anos. De acordo com o matutino, também o marido é da GNR, pelo que as duas crianças ficariam sem ter quem as pudesse levar ao infantário.

Perante a providência cautelar apresentada, o tribunal suspendeu a ordem do superior hierárquico, justificando que caso cumprisse aquele horário, a militar estaria a “violar o cumprimento das suas responsabilidades parentais”.

Ao JN, o coordenador da região norte da Associação dos Profissionais da Guarda afirma que estes casos se tratam de “assédio laboral” e afirmou que este não é um caso único na cidade de Braga. O coordenador conta que há uma militar que leva o filho para o posto todos os dias às 7h, só o levando para a escola às 9h, quando outros profissionais chegam.

Na origem destas situações está um despacho do Comando Geral da GNR aprovado em novembro de 2017 que retira aos militares com filhos menores de 12 anos a atribuição de horário flexível por defeito. Todos os militares nesta situação precisam assim de pedir autorização para obterem este horário.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Não é “se tratam de assédio laboral” é “se trata de”. O verbo tratar, quando é sinónimo de “lidar com” só se pronuncia na 3ª pessoa do singular. Mas eu com a 4ª classe é que tenho que ensinar os “jornalistas”?

    • Lá vem este mais a sua 4ª classe.
      Está certo dizer “que (em todos) estes casos, se trata de…”.
      Está certo dizer “que (todos) estes casos se tratam de…”

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