Mulher que produz álcool no estômago escapa de acusação por conduzir alcoolizada

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Uma norte-americana de 35 anos escapou a uma acusação por condução sob o efeito de álcool por sofrer de uma doença rara que faz com que o seu organismo produza álcool.

O caso, relatado pela CNN, aconteceu em Nova Iorque, onde um juiz deu razão às alegações da mulher, nas vésperas do Natal.

Em causa está uma condição rara conhecida como Síndroma de Auto-Cervejaria, que despoleta o aumento dos níveis de álcool no organismo, mesmo que não se tenha consumido qualquer bebida alcoólica.

Quando soprou ao balão, esta mulher acusou um grau de álcool quatro vezes superior ao máximo permitido.

Perante o facto de alegar não ter consumido álcool suficiente para dar aquele resultado, sujeitou-se a vários testes, durante um dia inteiro, confirmando-se o raro diagnóstico.

“Nunca tinha ouvido falar do Síndrome de Auto-Cervejaria antes deste caso. Mas soube que algo estava errado quando o polícia no hospital mudou a mulher de procurada para libertada de imediato porque não apresentava quaisquer sintomas”, explica o advogado Joseph Marusak em declarações à CNN.

O Síndrome de Auto-Cervejaria é ainda muito pouco conhecida, já que não existem muitos casos para estudar.

Recentemente foi notícia o caso de um inglês que apanhava uma bebedeira sempre que comia batatas fritas.

Acredita-se que esta “auto-cervejaria” no organismo se acciona quando a quantidade de fungos do estômago ultrapassa a de bactérias boas.

Assim, sempre que a pessoa que sofre do síndroma consome comidas que agradam aos fungos, tais como açúcares e hidratos de carbono, estes multiplicam-se, produzindo álcool etílico que depois acaba por fluir para a corrente sanguínea.

A enfermeira Panola College Dean, que tem estudado este problema, diz à CNN que está “em contacto com cerca de 30 pessoas que acreditam que têm este mesmo síndrome” e que “cerca de 10 estão diagnosticadas com ele”.

Sobre a condição, a enfermeira explica que as pessoas que sofrem do síndrome “podem funcionar em níveis de álcool de 0.30 e 0.40 quando a maioria das pessoas estaria em coma ou a morrer“.

“Parte do mistério deste síndroma é como é que podem ter estes níveis extremamente altos e continuarem a andar por aí e a falar”, nota Panola College Dean.

Quanto à norte-americana que escapou à acusação, está a tratar-se com medicamentos anti-fungos e com uma dieta baixa em hidratos de carbono, sem leveduras, sem açúcar e nada de álcool, claro está.

ZAP

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1 COMENTÁRIO

  1. Nem imagino sequer quantos pretendentes irá ter agora esta mulher a fabricar álcool desta maneira até na cama vai ser útil!.

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