“Mulher de Chapéu Vermelho” de Miró vendida em leilão por mais de 24 milhões de euros

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Neill Hall / EPA

“Femme au chapeau rouge”, de Miro, vendida em leilão pela Sotheby’s

A pintura do artista espanhol Joan Miró “Mulher de Chapéu Vermelho” foi na terça-feira vendida por mais de 24,5 milhões de euros num leilão que decorreu na plataforma da Sotheby’s.

De acordo com a página na plataforma da Sotheby’s na qual decorreu o leilão, consultada pela agência Lusa, a pintura, datada de 1927, foi arrebatada por 22.302.140 libras (mais de 24,5 milhões de euros).

No quadro, considerado uma das “pinturas oníricas” do pintor catalão, é possível vislumbrar o azul intenso e lumínico, que Miró considerou como a cor dos seus sonhos, inspirado pelos dias que passou a observar o céu da Catalunha.

A pintura, que chegou a ser detida pelo escultor e pintor norte-americano Alexander Calder, já esteve exposta em Nova Iorque, Massachusetts, Houston e Miami, nos Estados Unidos (EUA), explicitou a informação disponível na Sotheby’s.

Na segunda-feira foi publicado em Diário da República de Portugal o despacho de classificação das 85 obras de Miró, que são propriedade do Estado, como conjunto de bens de interesse público. A classificação visa os 85 trabalhos provenientes da coleção do antigo Banco Português de Negócios, depositados na Fundação de Serralves, no Porto.

A portaria reconhece a lógica de coleção a este conjunto, em termos de manifestação da produção artística de Miró, destacando-o como “conjunto heterogéneo de criações realizadas ao longo de seis décadas, com recurso a diversos materiais, técnicas e suportes, incluindo, entre outros, óleos, aguarelas, desenhos, colagens e peças escultóricas, representando uma extensa e variada amostragem da obra do artista catalão”.

“Desta forma este grupo de peças pode ser visto como uma autêntica coleção, com o elevado número de trabalhos a contribuir tanto para o seu impacto artístico, como para a sua importância enquanto documento para a compreensão dos métodos e investigações plásticas de Miró”, aponta o diploma.

O despacho de classificação sublinha que “assim se devem entender não apenas as peças mais notáveis, tais como ‘A Bailarina’ (1924), ‘La Fornarina’ (1929), ‘Signos e Figurações’ (1935), ‘Canto dos Pássaros de Outono’ (1937), ‘Mulher e Pássaro’ (1959), ‘Personagens e Pássaros na Noite’ (1963), ou, por exemplo, a série de tecelagens (Sobreteixins) de 1972-73, mas igualmente as restantes obras, incluindo aquelas de menor relevo, que contribuem para uma melhor compreensão das ligações entre períodos artísticos na obra de Joan Miró”.

  // Lusa

2 Comments

  1. Ok, eu se tivesse aquele quadro em casa, agradeceria a quem o quisesse levar, para desocupar espaço e para não ter de olhar para uma coisa que tão feia (opinião pessoal, para quem não percebeu).
    O quadro é uma banalidade. Se estivesse pendurado numa loja “chinês”, na secção do papel de parede, era um daqueles quadros que passava rapidamente à frente para ver se encontrava alguma coisa menos feia! Julgo que qualquer pintor medíocre poderia fazer uma reprodução deste quadro, ou pintar quadros no mesmo “estilo”. Assim, não percebo o que valoriza tanto este quadro (assumindo que há mais qualquer coisa para além da especulação “artística”).
    Não há nada neste quadro que consiga apreciar. Nem uma técnica apurada e difícil de atingir, nem uma estética apelativa, nem uma ideia de grande imaginação, nem o desenho, nem a cor, nada!
    Apenas uma coisa boa: é uma grande anedota! Fartei de me rir, principalmente lendo o texto da notícia e a descrição do vislumbrar do azul intenso e lumínico, inspirado pelos dias passados a observar o céu da Catalunha! Hahahahahaha

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