Covid-19. Mortes e casos na Índia descem pela primeira vez em duas semanas

Jewel Samad / AFP

Familiares abraçados observam piras funerárias de mortos por covid-19 na Índia

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.109.991 mortos no mundo, resultantes de mais de 147 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência France-Presse.

A Índia contou menos 41 mortos devido e quase menos 30 mil casos nas últimas 24 horas, na primeira descida dos óbitos em 14 dias e dos casos numa semana. Contabilizou, porém, 2771 mortos e 323.144 casos da doença, acumulando 197.894 óbitos e 17,6 milhões de casos, estando atrás dos Estados Unidos (EUA), Brasil e México em número de mortos.

Esta terça-feira, Nova Deli recebeu o primeiro envio de ajuda médica britânica, incluindo respiradores. No domingo, os EUA decidiram enviar recursos médicos e matérias-primas para fabricar vacinas, retribuindo a ajuda no início da pandemia. A União Europeia (UE) também está a organizar o envio urgente de medicamentos e oxigénio, tendo França e Alemanha igualmente prometido dar ajuda de emergência, noticiou a agência Lusa.

Entretanto, os EUA registaram 431 mortos e 43.669 casos da doença nas últimas 24 horas, contabilizando 572.625 óbitos e 32.119.748 casos, sendo o país com mais mortes e mais casos no mundo. O Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington previu cerca de 610 mil mortes até 01 de agosto.

A Alemanha, por sua vez, registou 10.976 novas infeções e 344 mortes em 24 horas. Há uma semana, registou 9.609 casos positivos e 297 mortes. A incidência no país caiu ligeiramente, para 167,6 novos casos por 100 mil habitantes, com 3.310.301 casos desde o início da pandemia e 81.968 óbitos.

Já o México registou 166 mortos e 1143 casos nas últimas 24 horas. Há mais de dez dias que estes dois indicadores estão a descer. Desde o início da pandemia, o país contabilizou 215.113 óbitos e 2.329.534 casos, sendo o terceiro país do mundo com mais mortes e o 15.º mundial em número total de casos.

A China detetou 11 casos nas últimas 24 horas, em viajantes provenientes do estrangeiro nas cidades de Xangai e Chongqing e nas províncias de Sichuan, Guangdong, Mongólia Interior e Zhejiang. O  número total de casos ativos é de 316. Desde o início da pandemia, o país registou 90.610 infeções e 4636 mortos.

Brasil recusa vacina russa “por falta de dados confiáveis”

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recusou na segunda-feira a vacina russa Sputnik V por considerar existirem falhas no seu desenvolvimento e na produção, lê-se no comunicado publicado no portal do Governo, citado pela Globo.

Na sua página oficia, a Anvisa afirmou que existe uma “falta de dados consistentes e confiáveis” sobre a vacina, recusando a sua aquisição. A equipa da fiscalização da agência, que foi à Rússia para inspecionar, debateu-se com falta de informações.

“Espero que, de fato, o processo da vacina Sputnik V adeque as suas informações e resolva rapidamente as questões de conformidade, porque milhões de pessoas precisam ter acesso a vacinas seguras e eficazes”, disse a diretora da Anvisa, Meiruze Freitas, frisando que a agência está “a fazer tudo” para “garantir que as vacinas para a covid-19 cheguem às pessoas” e “que atendam aos padrões de qualidade, segurança e eficácia”.

A Anvisa encontrou falhas no desenvolvimento da vacina em todas as etapas dos estudos clínicos (fases 1, 2 e 3) e falta de informações no controlo de qualidade, segurança e eficácia. A análise de impurezas e de vírus contaminantes na fabricação foram considerados “inadequados”, havendo ainda dúvidas sobre os efeitos secundários.

À Globo, o relator da decisão, Alex Machado Campos, classificou a situação como um “mar de incertezas” e disse que dados apurados apontam um cenário de riscos “impressionante”.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou que investigará os testes clínicos da Sputnik V para perceber se respeitaram os padrões científicos e éticos. No início do mês, o secretário de Estado para os Assuntos Europeus francês, Clément Beaune, disse que esta não seria autorizada na UE antes do final de junho.

Entre os 27 Estados-membros, apenas a Hungria, Eslováquia e República Checa decidiram até agora usar a vacina russa, optando por não esperar pela validação da EMA.

Taísa Pagno Taísa Pagno //

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