Este ano já morreram 129 pessoas na estrada. O telemóvel leva as culpas

A Secretaria de Estado da Proteção Civil informou hoje que morreram 129 pessoas nas estradas portuguesas, menos uma morte do que em período homólogo de 2018 e o telemóvel ao volante tem contribuído para aumento de vítimas.

Dados da Secretária de Estado da Proteção Civil avançados hoje à Lusa indicam que até quinta-feira passada, dia 18, havia registos de 129 mortos nas estradas portuguesas, ou seja, menos um morto do que no mesmo período de 2018 (130 mortos).

“Sentimos que há aqui um dado novo, o telemóvel é de facto algo que nos tem levado a perceber que em muitas circunstâncias, nomeadamente com choques frontais e despistes em locais onde nada contribui para que houvesse um acidente, leva-nos a considerar que a distração com o telemóvel estará a contribuir muito para este crescimento de numero de acidentes e de vítimas mortais na estrada”, declarou à agência Lusa o secretário de Estado da proteção Civil, José Neves.

À margem de uma ação de sensibilização e fiscalização no âmbito da Operação Páscoa 2019 da GNR, que decorreu hoje junto às portagens dos Carvalhos, no Porto, o secretário de Estado da Proteção Civil admitiu estar preocupado com o facto de a redução de vítimas mortais nas estradas portuguesas em 2019 ser muito reduzida em relação ao ano de 2018.

“Isso preocupa-nos e daí que a Autoridade de Segurança Rodoviária em conjunto com outras forças de segurança estejam a desenvolver e a intensificar as ações de sensibilização e de fiscalização com uma presença quase permanente nas estradas portuguesas, em particular em locais com vítimas mortais”, declarou José Neves, referindo que esta operação visa “sensibilizar” os automobilistas, mas por outro lado visa “fiscalizar e reprimir quem prevarica”.

As ações de fiscalização sobre a segurança rodoviária têm também o objetivo de penalizar quem prevarica, mas sobretudo é sensibilizar e transmitir aos portugueses como devem evitar os comportamentos de risco, designadamente o uso de telemóvel ao volante, velocidade, falta de cinto de segurança ou o uso de substâncias alcoólicas e psicotrópicas.

Cerca de 30% dos condutores vítimas nas estradas têm álcool em excesso no sangue, outro “número preocupante” e que tem de ser “combatido”, acrescentou José Neves.

A dificuldade em conseguir uma efetiva redução na sinistralidade tem sido sentida em toda a Europa e Portugal não foge a essa tendência, considerou José Neves, elencando que os principais fatores de comportamentos de risco nas estradas relacionam-se com o uso indevido do telemóvel ao volante, velocidade e ingestão de substâncias alcoólicas e psicotrópicas.

A Operação Páscoa 2019 da GNR registou na quinta-feira um total de 250 acidentes, dos quais resultaram 43 acidentes com vítimas e entre os feridos há cinco com gravidade, disse hoje fonte da GNR.

“A GNR entre o dia 18 e o dia 22 de abril desenvolve a Operação Páscoa. No dia de ontem [quinta-feira, dia 18], foram registados 250 acidentes, dos quais resultaram 43 acidentes com vítimas e a lamentar cinco feridos graves”, disse à Lusa o capitão Alves.

// Lusa

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  1. Se a PSP e a GNR andassem em carros descaracterizados e apanhassem os infratores, a “colheita” em multas daria para diminuir os nossos impostos.

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