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Montepio processou Banif em 20 milhões dias antes da resolução

Barcex / Wikimedia

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Montepio colocou um processo judicial ao Banif por causa de operações relacionadas com o fundo de investimento imobiliário Lusíadas e exige agora 20 milhões de euros.

Responsável pela atividade bancária do Montepio, a Caixa Económica Montepio Geral pôs o Banif em tribunal, pouco antes de o banco madeirense ter sido sujeito a um processo de resolução, avança esta terça-feira o Diário Económico.

A ação deu entrada na Comarca de Lisboa, no dia 17 de dezembro, ou seja, três dias antes de o banco ter sido vendido ao Santander Totta por 150 milhões de euros.

Segundo o jornal, o Montepio exige 20,3 milhões de euros e o processo tem base em algumas operações relacionadas com um fundo de investimento mobiliário conhecido por Lusíadas.

Em causa está a integração de património imobiliário nesse fundo que tinha sido dado como hipoteca por clientes da Caixa Económica, numa operação em que esta última entidade passou a ter o penhor sobre as unidades de participação dos seus clientes no Fundo Lusíadas.

Tal como explica o Económico, a questão agora é que a gestora de ativos do Banif terá acabado por, supostamente à revelia dos detentores do penhor (a Caixa Económica Montepio Geral), onerar esse património ao entregar como dação a favor do Banif, que assim se fez alegadamente pagar de outros créditos.

Este é mais um dos 56 processos judiciais interpostos contra o Banif ao longo de 2015, num total de 79 milhões de euros reclamados.

Fonte próxima do processo garantiu ao jornal que este tipo de ações judiciais transitam para o chamado ‘Banif mau’ que será gerido por administradores nomeados pelo Banco de Portugal.

Isto significa que a instituição, que fica nas mãos do Estado, arrisca-se a pagar 268 milhões de euros, o valor relativo aos 221 processos interpostos contra o Banif desde 2011.

ZAP

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