Ministro francês vai ao Irão tentar salvar o acordo nuclear

Ecole polytechnique / Flickr

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, viaja esta segunda-feira para Teerão com o objectivo de salvar o acordo nuclear com o Irão, posto em dúvida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e obter garantias suplementares no seu programa balístico e no envolvimento na região.

Segundo informou este domingo o ministério dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian vai reunir-se com o seu homólogo iraniano, Mohammad Javad Zarif, com o presidente do Parlamento, Ali Larijani, e com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamkhani.

A diplomacia de Paris, que está decidido a salvar o acordo assinado entre a comunidade internacional e Teerão, a 14 de julho de 2015, considera que o Irão está a cumprir com os seus compromissos e que “há firmes garantias contra o risco de desvio do programa nuclear iraniano para fins militares”.

Mas Jean-Yves Le Drian está consciente de que necessita de obter em troca algo do Irão para poder convencer Trump das partes boas do acordo. Por isso, na sua pasta o ministro enfrenta outros dois temas a negociar.

O primeiro diz respeito ao programa de mísseis balísticos iraniano, que a França considera “uma fonte importante de preocupação” por ser contrário à resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, o que faz dele um “fator de desestabilização na região – em particular, no equilíbrio com Israel, mas também com as monarquias do Golfo, indicam fontes diplomáticas francesas.

Teerão está a testar mísseis capazes de alcançar 5 mil quilómetros, algo que Paris considera desnecessário para ter o equilíbrio balístico com Israel. Paris também expressou preocupação pela transferência de mísseis iranianos e a assistência desse país a “entidades não estatais da região”, numa alusão ao grupo Hezbollah.

A França considera que “a ação regional do Irão tem consequências desestabilizadoras na região” e Le Drian vai tratar de convencer o seu homólogo sobre a necessidade de Teerão “contribuir positivamente para a resolução dos problemas do Oriente Médio respeitando a soberania dos Estados”.

O ministro deve referir-se à presença do Irão na Síria, em particular à urgência de ajuda humanitária ao país, mas também a “outros conflitos regionais nos quais o Irão está envolvido”, como o Iêmen, Líbano e Iraque.

// EFE

PARTILHAR

RESPONDER

Presidente do Governo da Catalunha pede a Filipe VI que abdique

O presidente do governo regional da Catalunha, Quim Torra, pediu na terça-feira ao rei Filipe VI que abdique e solicitou ao presidente do parlamento que convoque uma sessão plenária extraordinária para estabelecer uma "posição comum" …

Virologista chinesa diz que novo coronavírus foi "criado em laboratório militar"

A virologista chinesa que fugiu para os Estados Unidos deu mais uma entrevista onde assegura que o novo coronavírus foi "criado num laboratório militar". Numa nova entrevista, citada pelo jornal online Observador, Li Meng-Yan, a virologista …

Ministério da Saúde abre 435 vagas para médicos de família

É o maior número de vagas dos últimos anos colocadas a concurso para a contratação de médicos especialistas em medicina geral e familiar para o SNS. De acordo com o jornal Público, o Ministério da Saúde …

MP brasileiro processa pastor por anunciar cura com feijões para a covid-19

O Ministério Público brasileiro pediu a abertura de um processo contra o pastor evangélico Valdemiro Santiago e a Igreja Mundial do Poder de Deus, que anunciaram a cura da covid-19 a partir do cultivo de …

Dívida do Estado à ADSE ascende a 200 milhões de euros

A dívida do Estado à ADSE, em 2019, ascendia a 198,2 milhões de euros, segundo o parecer do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) ao relatório e contas do ano passado, publicado no site do …

Governo dos Açores violou Constituição ao impor quarentena obrigatória

O confinamento obrigatório de 14 dias que o governo regional dos Açores tem imposto a quem chega à região autónoma é inconstitucional, dizem os juízes do Tribunal Constitucional. As autoridades açorianas violaram a Constituição ao impor …

China caminha a passos largos para a normalidade. Gaming, cerveja e Ikea dão empurrão

A China não regista, desde 17 de maio, vítimas mortais causadas pelo novo coronavírus. No entanto, há dois surtos ativos que parecem não impedir a população de caminhar em direção à normalidade. À semelhança do resto …

No regresso ao Superior, o Ministério recomenda aulas presenciais, com máscara e ao sábado

No regresso do Ensino Superior, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior recomenda que voltem as aulas em regime presencial com uso obrigatório de máscara e algumas das quais lecionadas ao sábado. Num comunicado …

"A profissionalização é fundamental". Este ano já morreram quatro bombeiros, todos voluntários

Nos incêndios deste ano já morreram quatro bombeiros. O último ano tão mortífero foi 2013, em que sete bombeiros perderam a vida. Em comparação, nos incêndios de 2019, não se registaram vítimas mortais entre esses profissionais. Como …

Portugal só tem 4 fiscais da ferrovia (e cada um tem de inspecionar 811 quilómetros)

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) tem apenas quatro técnicos afetos à fiscalização do setor. O organismo está a pedir o reforço destes profissionais desde 2014. De acordo com a edição desta quarta-feira do …