Ministro das Finanças britânico atrasa ativação do artigo 50 para sair da UE

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hmtreasury / Flickr

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne,

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne,

O ministro das Finanças britânico assegurou que o Reino Unido só deverá ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que permite a saída da União Europeia, quando o país tiver uma “visão clara” do futuro.

O Reino Unido só deverá ativar o artigo 50 para deixar a União Europeia quando tiver uma “visão clara” do seu futuro, afirmou esta segunda-feira George Osborne, na sequência do referendo que deu vitória ao Brexit.

Só o Reino Unido pode ativar o artigo 50 [do Tratado de Lisboa]. Na minha avaliação, devemos apenas fazê-lo quando houver uma visão clara sobre os novos acordos que procuramos com os nossos vizinhos europeus”, afirmou o ministro das Finanças britânico.

“O primeiro-ministro deu-nos tempo como país para decidir que tipo de relação deve ser essa ao adiar a decisão de ativar o procedimento do artigo 50 até que haja um novo primeiro-ministro pelo outono”, afirmou.

“No entretanto, e durante as negociações que se seguirão, não vai haver mudança nos direitos das pessoas de viajar e trabalhar, e na forma como as nossas mercadorias e bens são comercializados, ou na forma como o nosso sistema económico e financeiro é regulado”, frisou ainda.

Estes foram os primeiros comentários feitos pelo ministro depois do referendo que ditou a saída da UE, resultado que Osborne admite não ser o que queria e pelo qual lutou durante toda a campanha.

“Agora as pessoas pronunciaram-se e nós, nesta democracia, temos de aceitar o resultado“, concluiu.

Economia está “forte”

Numa declaração anterior à abertura das Bolsas, o ministro admitiu que “é inevitável” que a economia se ajuste à nova situação mas considerou que o o Reino Unido está numa “posição forte” para enfrentar os desafios do Brexit.

Osborne sublinhou que o país está “equipado” para enfrentar as dificuldades e que as medidas de ajustamento tomadas pelo Governo nos últimos anos permitiram que a economia seja hoje “forte” e “estável”.

“Eu tinha dito que tínhamos que reparar o telhado a fim de estarmos preparados para o que pudesse suceder no futuro e, por sorte, fizemo-lo”, explicou, ao referir-se às medidas de austeridade adotadas após a mais recente crise global.

Relativamente aos passos a seguir no quadro das negociações sobre a saída, o ministro considerou “sensato” esperar que se designe o novo primeiro-ministro, depois de David Cameron ter decidido demitir-se.

Também explicou que falou com o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, e que existem “planos de contingência” para responder a eventualidades que possam surgir no plano económico.

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Osborne informou ainda que esteve em contacto, no fim-de-semana, com ministros das Finanças de outros países e com organizações económicas internacionais, incluindo o Fundo Monetário Internacional.

O ministro acrescentou que espera contar com uma participação “ativa” no debate sobre as negociações da saída britânica do bloco europeu.

“Não será fácil nos próximos dias, mas deixem-me ser claro. Não devemos subestimar a nossa resolução” em tomar medidas, acrescentou.

“Estávamos preparados para o inesperado”, insistiu, ao sublinhar que o sistema financeiro britânico ajudará o país a enfrentar “qualquer choque”.

Empresários não estão tão confiantes

Um quinto dos administradores de empresas britânicas pensa deslocar parte da atividade para outro país e cerca de dois terços consideram que a escolha de sair da UE é negativa para os negócios.

É esta a conclusão de uma sondagem feita pelo instituto dos diretores (IoD), da federação britânica dos dirigentes de empresas.

“Uma maioria das empresas pensa que o Brexit vai ser mau e o efeito imediato é o congelamento ou a redução da escala dos projetos de investimento e novos contratos”, comentou Simon Walker, diretor-geral da IoD.

De acordo com o estudo, 64% destes administradores pensam que a saída do Reino Unido da UE, na sequência do referendo de quinta-feira, vai ser “negativa para a sua atividade”.

Um quarto (24%) prevê o congelamento dos contratos e mais de um em cada cinco (22%) está a pensar deslocar algumas operações. A sondagem decorreu entre sexta-feira e domingo, junto de mais de um milhar de membros.

Num artigo publicado no diário The Times, a diretora-geral da maior organização patronal britânica, CBI (confederação das indústrias britânicas), afirmou que o impacto da decisão sobre o Brexit “não deve ser subestimado”.

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“O Governo deve atuar imediatamente para minimizar as incertezas que pesam sobre as decisões de investimento e travam a criação de empregos”, disse Carolyn Fairbairn.

Também as câmaras de comércio do país pediram uma clarificação sobre a sequência dos acontecimentos e modalidades desta saída.

ZAP / Lusa

2 Comments

  1. VAI-LA VAI até as BARRACAS CUBATAS ABANAM ahaha iiiiiii
    MARIO SOARES e etcetc assim o quiseram por a MALTA na UNIÃO EUROPEIA ,sem CONSULTAR O POVO, sem o POVO VOTAR se queriam entrar ou não e ai esta a BAGUNCEIRA que foi feita ahahahah.,..
    È isto a GLOBALIZAÇÃOahahahahaiiiii pois,,,
    A GLOBALZAÇÃO so fica CERTA E BEM ,quando cada PAIS ter a sua LINGUA e DIALETO ETCTC,e uma LINGUA e DIALETO.S etcetc UNICA.OS,,so assim si é que é uma GLOBALIZAÇÃO VERDADEIRA e unica e UNIVERSAL,nem +++ iiii e mesmo assim uiui so vendo é veremos o RESULTADOda UNIÃO MUNDIAL PLANETARIA ais nada eeiiii. AGUARDEMOS esta evolução e o andar do CAMBOIO carros etcetce barco iiiiiiiiiii….

    pois–A.G.P:

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