Médicos avisam: aliviar medidas sim, mas com cautela

Carlos Herrera / EPA

Esta é uma fase “oportuna” para diminuir restrições, mas a transmissão do coronavírus continua longe do ideal.

Esta semana deve marcar o regresso das reuniões entre membros do Governo e peritos no Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. O encontro deverá realizar-se na próxima quarta-feira, mais de um mês depois da última reunião.

O desfecho mais provável é o alívio de restrições relacionadas com a COVID-19: o certificado de vacinação pode deixar de ser obrigatório na maioria dos locais, as máscaras podem deixar de ser obrigatórias em todos os espaços interiores e pode surgir o anúncio de que as pessoas infectadas sem sintomas deixarão de ficar isoladas – embora não se saiba quando essa medida arrancará.

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública concorda que este é o momento de baixar um pouco a guarda porque a probabilidade de transmissão da variante Ómicron tem vindo a descer, tal como o índice de transmissibilidade e o número de casos.

No entanto, avisa o presidente da associação, é preciso cautela. E apresentou números: “Ainda há uma elevada transmissão do coronavírus, com mais de 5 mil casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, quando o ideal, de acordo com o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças é de 120 casos por 100 mil habitantes”.

“Portanto, o alívio das medidas tem que ser progressivo, proporcional e cauteloso“, avisou Gustavo Tato Borges, em declarações à agência Lusa.

Filipe Froes também vê números mais animadores e defende a suspensão de algumas medidas, como a utilização obrigatória da máscara em espaços públicos abertos e fechados.

Mas o responsável pelo gabinete de crise da Ordem dos Médicos, em entrevista à Antena 1, defendeu a continuidade das máscaras nos profissionais de saúde, em pessoas com sintomas e durante visitas a instituições de saúde e lares.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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