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Médicas e enfermeiras depilam-se à custa da ADSE

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ivna / Flickr

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Doze funcionárias do Hospital de São João, no Porto, foram acusadas de falsificação de documentos por receberem comparticipações da ADSE por supostos tratamentos dermatológicos que, afinal, eram para fazer a depilação.

O esquema foi denunciado na edição desta sexta-feira do Jornal de Notícias, que descreve o esquema que envolveu médicas, enfermeiras, técnicas e uma fisioterapeuta.

As mulheres faziam a depilação a laser numa clínica, onde uma médica responsável, que também é arguida, passava um documento a garantir tratar-se de um tratamento – um “acto médico” dermatológico.

A fatura era passada pela clínica com o número de ADSE da cliente, que a apresentava ao serviços do Hospital S. João no Porto para obter o respetivo reembolso.

Segundo a acusação do Departamento Investigação Ação Penal (DIAP), que aponta crimes de falsificação de documentos, burla e tentativa de burla, o primeiro caso relacionado com esta alegada burla ocorreu em 2009. O esquema foi detetado por uma auditoria interna ao Hospital de S. João, que alertou a administração do hospital.

Ao todo, foram pedidos reembolsos de 5.700 euros, mas alguns foram recusados e foram devolvidos cerca de dois mil euros indevidamente.

Em comunicado, o Centro Hospitalar de São João (CHSJ) confirmou que “no decorrer de auditorias internas feitas pelo Centro Hospitalar de São João, em 2009, foram detetados indícios de fraude em duas situações que lesam a ADSE e o CHSJ”, envolvendo os dois casos dezenas de colaboradores daquela unidade hospitalar.

ZAP

6 Comments

  1. Há muito que os valores morais têm vindo a desaparecer na nossa sociedade. Este é só mais um caso de pobreza nos mais elementares desses valores.
    Gente desonesta e que devia ser banida de vez dos lugares onde mostra não saber estar sem roubar, sem vigarizar, sem burlar, sem mostrar o seu pior.

  2. Sou funcionário público e já me ofereceram várias vezes a possibilidade de abusar da ADSE. Nunca aceitei nem hei de aceitar. Concordo plenamente com o aumento deste tipo de investigação a todos os níveis hierárquicos. Funcionários destes não deveriam ter direito à ADSE!

  3. A 4 anos de distância, sabe-se alguma coisa do desfecho deste caso?

    Alguém foi condenado, pelo menos a devolver o reembolso indevido?

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