/

Máscaras e distanciamento social “podem durar anos”, defende epidemiologista britânica

Mary Ramsay, epidemiologista que integra a Public Health England (agência de saúde pública britânica), acredita que as pessoas vão precisar de máscaras e de se distanciar socialmente durante vários anos até que voltemos à normalidade.

À BBC, a responsável do programa de vacinação do Reino Unido disse que é muito provável que o uso de máscara de proteção individual e medidas como o distanciamento físico vigorem durante alguns anos.

“As pessoas já se acostumaram a este tipo de restrições e podem continuar a viver com elas”, argumentou. “Acredito que essas medidas se prolonguem durante alguns anos, pelo menos até que outras partes do mundo estejam tão bem vacinadas quanto nós [Reino Unido], e com os números mais reduzidos também. Só aí poderemos voltar gradualmente a uma situação mais normal.”

Mary Ramsay referiu também que a retoma de grandes eventos, com várias aglomerações de pessoas, requer um planeamento cuidadoso e instruções claras.

No domingo, Matt Hancock, ministro da Saúde britânico, disse que o país vacinou 873.784 pessoas no sábado, ultrapassando o recorde diário que tinha sido conseguido na sexta-feira. A média de vacinação no país foi de dez pessoas por segundo.​

No Reino Unido, o ritmo da vacinação é positivo, mas Ramsay alerta que “é importante que não haja um relaxamento muito rápido das medidas”. “Temos que ter muito cuidado antes que qualquer uma das restrições em vigor seja levantada.”

Ben Wallace, ministro da Defesa britânico, disse no domingo que é prematuro marcar férias de verão fora das ilhas britânicas, porque os turistas podem trazer variantes resistentes às vacinas das suas viagens ao estrangeiro e prejudicar os esforços da campanha de vacinação britânica.

Em fevereiro, um grupo de assessores científicos do Governo disse que será necessário “manter uma linha de base de políticas que reduzam a transmissão” durante algum tempo.

Entre as medidas destacadas pelos especialistas incluem-se testes e rastreamento contínuos, auto-isolamento e mensagens públicas que encorajam “ações voluntárias para reduzir riscos”.

  Liliana Malainho, ZAP //

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.