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“Muito cuidado com o que dizem”, avisa Marcelo aos bancos centrais

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Miguel A. Lopes / LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

Presidente da República tem noção do impacto que a subida dos juros tem, sobretudo na prestação da casa. Juros vão continuar elevados mais tempo do que se previa.

Sintra é o centro da economia mundial, nesta semana. É o palco do Fórum do Banco Central Europeu.

Esta quarta-feira foi dia de receber os presidentes de Banco Central Europeu (BCE), Reserva Federal dos EUA (Fed) e Banco do Japão.

Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou a oportunidade para deixar um aviso aos responsáveis pelos bancos centrais.

O presidente da República tem noção do impacto que a subida dos juros tem, sobretudo na prestação da casa.

“A subida dos juros significa multiplicar por dois ou por três em espaço de tempo recorde a prestação na habitação, ou então lutar pela casa e contrair novo crédito para o consumo, para equilibrar aquilo que se mantém no pagamento da prestação para casa própria”, analisou Marcelo

Por isso, fica a sugestão: “Todos nós devemos aguardar a evolução da inflação e a decisão dos bancos centrais, mas eu também penso que os bancos centrais deveriam ter muito cuidado naquilo que dizem publicamente“.

Porque há contradições evitáveis: “Recordo-me de, não há muito tempo, ter ouvido banqueiro centrais dizerem que os juros não iriam aumentar durante um período considerável de tempo; e agora vejo dizerem que é possível que possam aumentar, não apenas este ano, mas quem sabe no ano que vem”.

De facto, os líderes de BCE, Fed e Banco do Japão admitiram que os próximos meses podem ser marcados por novas subidas das taxas de juro – que devem ficar altas durante mais tempo do que se previa.

“Isto tem um efeito de perturbação nas pessoas, nas economias e nos mercados que não é bom para ninguém”, continuou o presidente da República.

Marcelo acrescentou que “é preciso uma grande ponderação naquilo que se diz sobre a matéria dos juros”.

“Não vale a pena neste momento estar a criar mais preocupações, perturbações naquilo que é a vida já difícil de muitos europeus e de vários portugueses”, apelou o presidente.

ZAP //

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