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Manuais escolares devolvidos podem acabar no lixo

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Grande parte dos manuais escolares do 1º ano que foram disponibilizados no início do ano letivo pelo Governo pode acabar no lixo. As escolas já estão a receber os livros, mas os diretores não sabem o que fazer com eles, uma vez que grande parte não é reutilizável.

Segundo a Renascença, a maioria dos agrupamentos vai optar por armazenar os livros enquanto houver espaço e aguardar por instruções do Ministério da Educação. Isto para evitar o envio dos manuais para o papelão.

Do outro lado estão os pais, e muitos deles ponderam não entregar os livros porque consideram que estes não vão ser reutilizados. Os livros estão, na maioria, preenchidos com desenhos, respostas, autocolantes, pinturas e sublinhados, o que invalida que sejam utilizados por outra criança.

Sobre o assunto, a Confederação Nacional das Associações de Pais – CONFAP – questiona “para quê devolvê-los, se não são reutilizáveis?”.

O presidente da Confederação vê um maior aproveitamento se as famílias guardarem os manuais, já que estes podem servir “de apoio ao aluno para os anos seguintes e de consulta para as famílias que precisam de auxiliar os filhos nos trabalhos de casa e durante as férias”.

Além disso, o presidente Jorge Manuel Ascenção falou ainda nas razões afetivas, como o registo do ano em que o filho aprendeu a ler e escrever.

Em entrevista à Rádio sobre o assunto, a secretária de Estado Adjunta e da Educação explicou que os Encarregados de Educação que não devolverem os manuais do 1º ano, não terá direito ao livro equivalente do 2º.

“Nesses casos, que consideramos neste momento extremos, os pais não receberão o livro equivalente do segundo ano. Mas isso é algo que terá de ser analisado caso a caso e, de acordo com a circular que enviámos, será em casos muito residuais”, afirmou.

Alterações ao Referencial de Educação para a Saúde: Aborto só no 7º ano

A questão do aborto seria abordada nas salas de aulas do quinto ano de escolaridade, de acordo com o Referencial de Educação para a Saúde publicado em dezembro. Mas o documento publicado e atualizado esta quarta-feira passou essa matéria para o 7º ano.

O objetivo é ajudar os alunos a “distinguir interrupção voluntária da gravidez de interrupção involuntária“.

O Referencial – que foi submetido a consulta pública na altura – previa a discussão do aborto em ambiente escolar no quinto ano, o que gerou polémica e até uma petição contra a proposta.

Por outro lado, se no documento inicial estava previsto a abordagem da matéria do “respeito pelas diferentes opções individuais face à sexualidade nomeadamente a abstinência”, essa matéria “desapareceu” do documento.

  ZAP //

4 Comments

  1. Ensinar Matemática e Português não é importante, mas ensinar o que é o aborto e outras medidas que fazem parte das agendas políticas dos partidos no poder é que é importante. Portugal está condenado…

  2. Isto configura uma enorme irresponsabilidade cívica. Então quando os alunos receberam os livros novos foram avisados, assim como os pais, que se não estivessem reutilizáveis teriam de ser pagos e agora são devolvidos danificados e nada? A lei da bandalheira continua a vigorar e depois querem cidadãos responsáveis. Só se os importarem.

  3. Com a esperteza de tal medida em tentar recuperar o irrecuperável vai o governo acabar por sobrecarregar o Estado com mais despesa!.

  4. Mas afinal quem e que paga os livros ?????? somos todos com os nossos descontos todos os meses incluindo os pais dos alunos e até mesmo os alunos com o misero abono que recebem. Porque será que no final os pais e alunos não podem ficar com os livros se são eles que os vão pagado todos os meses….

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