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Oito décadas depois, o maior mausoléu circular da Antiguidade vai abrir ao público

TIMnewsroom / Wikimedia

Mausoléu de Augusto, o maior mausoléu circular do mundo

O Mausoléu de Augusto permaneceu abandonado durante séculos. Em março, vai reabrir ao público, após a conclusão das obras de restauro que demoraram um total de 13 anos.

Foram finalmente concluídas as obras de restauro do Mausoléu do imperador Augusto (27 a.C.-14 d.C.), em Roma, Itália. As portas do monumento vão abrir ao público a partir do dia 1 de março e, até 21 de abril, a entrada será gratuita. Até dia 1 de janeiro de 2022, os residentes da capital italiana não pagam o ingresso.

Aquele que foi, em tempos, o maior mausoléu circular do mundo está fechado ao público há cerca de oito décadas e permaneceu abandonado durante séculos. O monumento chegou a abrir esporadicamente em 2000, no ano de Jubileu, e em 2007, antes de voltar a fechar para trabalhos arqueológicos e de restauro.

Segundo a CNN, que traça a história deste espaço com história, o teto cedeu e a vegetação tomou conta da estrutura. Os especialistas estimam que só um terço do espaço sobreviveu, mas as ruínas preparam-se agora para um novo capítulo.

O Mausoléu, que teria um total de 90 metros de diâmetro e cerca de 45 metros de altura, era o maior mausoléu circular de Roma Antiga quando o imperador Augusto foi ali enterrado.

Foi, pelo menos até 217 d.C., um mausoléu da família de Augusto e, depois disso, teve vários papéis. No século XII, foi uma fortaleza que acabou destruída e no século XVI, uma família de nobres dona de um palácio adjacente fez do mausoléu um jardim.

De acordo com a cadeia televisiva, em meados do século XVIII, Benedetto Correa de Sylva, aristocrata de origem portuguesa, tomou contou do espaço, que seria usado a partir de 1780 como anfiteatro. Em 1936, o regime fascista de Mussolini procurou renovar o espaço, mas os planos pouco duraram.

A II Guerra Mundial trouxe ainda mais desgaste ao edifício e só na década de 1950 o espaço voltou a ser alvo de restauro. Nestes últimos 13 anos, foi feito um investimento milionário para restaurar de novo este pedaço de história, que permitiu renovar por inteiro todo o monumento.

“O Mausoléu de Augusto, monumento-chave na passagem da Roma republicana para a imperial, é talvez o exemplo mais eloquente da reutilização, reinterpretação e redescoberta de vestígios antigos da história da cidade“, disse a responsável pela repartição de bens culturais de Roma, Maria Vittoria Marini Ciarelli, em comunicado.

“A restauração atual, com os estudos que a acompanharam, trouxe novos e importantes conhecimentos”, acrescentou.

A partir de dia 1 de março de 2021 o Mausoléu de Augusto vai poder ser visitado e já é possível fazer reservas.

  ZAP //

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