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Dois anos depois da descoberta da “partícula de Deus”, o CERN está de volta

Animatron-io / Deviant Art

Conceito artístico representativo dos fenómenos que ocorrem no interior do LHC, Large Hadron Collider, acelerador de partículas do CERN, ao estilo Da Vinci

O maior acelerador de partículas do mundo deverá retomar a colisão de protões no fim de maio ou em junho, após uma paragem técnica superior a dois anos, anunciou o CERN, Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear.

Os testes de reativação do LHC,o Grande Colisionador de Hadrões, já começaram, avançou o CERN, do qual Portugal é um dos países-membros.

“Estamos verdadeiramente entusiasmados, porque entrámos numa nova fase”, declarou o diretor-geral do CERN, Rolf Heuer, em conferência de imprensa.

O LHC parou em fevereiro de 2013 para revisão, depois de ter confirmado a existência do Bosão de Higgs, também conhecido como “partícula de Deus“, que, para os físicos, é considerada a chave-mestra da estrutura fundamental da matéria.

O Bosão de Higgs valeu, nesse ano, o Prémio Nobel da Física ao belga François Englert e ao britânico Peter Higgs.

O acelerador de partículas, quando voltar a estar totalmente operacional, vai funcionar com o dobro da energia e com feixes mais intensos.

Os cientistas do CERN esperam descobrir novas partículas, que poderão alterar a compreensão do Universo, e vão sondar a supersimetria, um conceito teórico batizado como “Suzy” que procura explicar a matéria escura, matéria invisível que compõe cerca de um quarto de toda a matéria e energia do Universo e que manifesta a sua presença através dos efeitos gravitacionais que exerce sobre a matéria visível, como as galáxias e as estrelas.

Para Rolf Heuer, o LHC “está em tempo de encontrar uma falha no Modelo Padrão, que descreve as partículas fundamentais que formam toda a matéria”, uma vez que, lembrou, 95 por cento do Universo continua por desvendar.

Dois anos depois, feixes contendo mil milhões de protões, lançados a uma velocidade muito próxima da luz, vão voltar circular no interior do LHC, um túnel no subsolo com 27 quilómetros de comprimento, localizado na fronteira franco-suíça.

Maximilien Brice / CERN

O CERN e o acelerador LHC

O CERN e o acelerador LHC

/Lusa

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