Com o país em alvoroço, Lukashenko foi à Rússia pedir o apoio de Putin (que lhe pode sair caro)

Aleksander Lukashenko viajou, esta segunda-feira, até à Rússia para se encontrar com Vladimir Putin. O apoio do Presidente russo poderá sair caro à Bielorrússia, anteveem os analistas.

Em Minsk, capital da Bielorrússia, continuam os protestos contra a reeleição do Presidente do país, Aleksander Lukashenko. No domingo, pelo menos 100 mil pessoas saíram às ruas para apelar a novas eleições livres e transparentes. Enquanto isso, Lukashenko viaja hoje até Sochi, na Rússia, à procura do apoio de Vladimir Putin para apaziguar os protestantes.

Segundo o jornal Público, os analistas preveem que a ajuda de Putin venham com um preço elevado, apesar da forte relação entre os dois países. Mas se Putin vê a Bielorrússia como um importante aliado na contenção do Ocidente, também encontra resistência face às intenções de integrar Minsk num espaço económico comum, numa espécie de confederação.

“Aleksander Lukashenko está mais dependente do que nunca de Moscovo para se manter no poder e a Rússia pode aproveitar essa fraqueza para preparar uma integração mais profunda, ou então exigir concessões mais imediatas, que aumentem a dependência da Bielorrússia, mas que não passem necessariamente por uma integração formal”, disse o responsável pela Europa Central e de Leste do think tank German Marshall Fund, Joerg Forbrig, em declarações ao Público.

Forbrig sugere que a Rússia possa pedir uma “junção em termos de moeda e Constituição” entre os dois países, por exemplo, a troco do seu apoio. Isto resultaria numa espécie de absorção da Bielorrússia por parte Rússia, naquilo que os autores classificam como “anexação suave”.

A colocação de bases militares russas na Bielorrússia ou até a exigência do reconhecimento de territórios anexados são também hipóteses possíveis, de acordo com Forbrig. Vladimir Putin podem também exigir que “setores-chave da economia bielorrussa sejam privatizados por empresas russas”.

E qual a posição da União Europeia em relação a isto? Forbrig acredita que Bruxelas deve “dar um sinal claro de que uma interferência na Bielorrússia terá consequências e que quaisquer acordos assinados agora com Lukashenko não são legais, uma vez que ele não tem legitimidade enquanto Presidente”.

Duas figuras da oposição bielorrussa presas recentemente, como Maria Kolesnikova, um dos rostos da campanha para as presidenciais de 9 de agosto, estão detidas por “colocarem em risco a segurança nacional”, anunciou a Comissão de Investigação, na semana passada.

Maria Kolesnikova e Maxime Znak, membros do “Conselho de Coordenação” da oposição, realizaram “ações visando desestabilizar a situação sociopolítica e económica (…) do país e comprometer a segurança nacional”, segundo um comunicado daquele organismo encarregado dos principais processos criminais na Bielorrússia.

Kolesnikova pediu esta quinta-feira ao Comité de Investigação para processar os serviços de segurança que lhe fizeram ameaças de morte caso não abandonasse o país.

ZAP //

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