Liz Cheney é a cara da oposição ao “trumpismo” no Partido Republicano

Esta quarta-feira, e depois de ter criticado o antigo Presidente dos Estados Unidos, a congressista Liz Cheney foi afastada de um cargo de liderança no Partido Republicano.

Na noite desta terça-feira, e pouco antes de ter sido afastada de um dos cargos de liderança do Partido Republicano no Congresso dos Estados Unidos, Liz Cheney lançou um violento ataque ao antigo Presidente do país, Donald Trump.

Num discurso na Câmara dos Representantes, a congressista conservadora acusou o ex-Presidente de “liderar uma cruzada para sabotar a democracia norte-americana”, assumindo-se como a principal face da oposição ao “trumpismo” no seu partido, escreve o Público.

No seu último discurso, desta vez à porta fechada, Cheney disse que o Partido Republicano entrou num caminho “que pode levar à sua destruição e à destruição do país”. Mas as palavras da congressista, a n.º 3 dos republicanos na câmara baixa do Congresso, foram recebidas com desagrado.

O matutino avança que esta foi a segunda votação realizada no partido, nos últimos três meses, para afastar Liz Cheney do cargo, por causa das suas críticas ao ex-Presidente dos Estados Unidos. Esta é uma das poucas figuras no Partido Republicano que nunca calou as suas críticas.

Nesta quarta-feira, os congressistas republicanos na Câmara dos Representantes afastaram-na do cargo de líder executiva da bancada. Elise Stefanik, uma jovem congressista de Nova Iorque que se tornou uma das mais fiéis apoiantes de Trump, deverá sucedê-la.

“Enfrentamos uma ameaça que a América nunca tinha visto”

“Permanecer em silêncio e ignorar a mentira encoraja o mentiroso”, disse, na terça-feira, Liz Cheney, numa referências às queixas infundadas de fraude eleitoral generalizada.

“Eu não vou participar nisso. Não vou ficar sentada a ver, em silêncio, enquanto outros guiam o nosso partido por um caminho que abandona o primado da lei e que se junta à cruzada do antigo Presidente para sabotar a nossa democracia”, acrescentou.

“Hoje, enfrentamos uma ameaça que a América nunca tinha visto”, sublinhou a congressista num mote para se referir a Trump, “um antigo Presidente que provocou um ataque violento nesta capital numa tentativa de roubar a eleição, reiniciou a sua campanha agressiva para convencer os americanos de que a eleição lhe foi roubada”.

“Ele arrisca-se a incitar novos casos de violência. Milhões de americanos foram enganados pelo antigo Presidente. Só ouviram as palavras dele, e não ouviram a verdade”, continuou.

“Hoje, a América está à beira de outra Guerra Fria, desta vez com a China comunista. Os ataques contra o nosso processo democrático e contra o primado da lei dão mais força aos nossos adversários e alimentam a propaganda comunista de que a democracia americana é um fracasso”, afirmou ainda Cheney, uma das republicanas mais conservadoras na atual composição da Câmara dos Representantes.

“Temos de dizer a verdade: a nossa eleição não foi roubada, e a América não falhou”, rematou.

Liliana Malainho, ZAP //

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