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Larguem a Bitcoin: o pedido do FMI a El Salvador

Duncan Rawlinson / Flickr

Fundo Monetário Internacional considera que há “grandes riscos” para a estabilidade financeira do país.

Em Setembro de 2021, El Salvador tornou-se o primeiro país do mundo a reconhecer a criptomoeda Bitcoin como moeda legal. Quatro meses depois, o Fundo Monetário Internacional (FMI) quer que essa medida seja cancelada.

Num comunicado publicado nesta terça-feira, o FMI começa por elogiar a “forte recuperação” económica do país americano e a “boa gestão da pandemia” executada pelos governantes locais.

Mas depois surgem dois problemas: dívida pública e Bitcoin. “A adopção de uma criptomoeda como moeda legal acarreta grandes riscos para a integridade financeira e de mercado, para estabilidade financeira e para a protecção do consumidor. Também pode criar passivos contingentes“, lê-se no documento.

Os directores do FMI consideram que é essencial “monitorizar as estratégias de recuperação dos bancos” locais e “tomaram nota positiva da decisão de transição para uma supervisão financeira voltada para o futuro e baseada em risco”.

No entanto, pediram às autoridades locais que retirassem à Bitcoin “o estatuto de moeda legal”.

Esta recomendação surge numa altura em que o Governo de El Salvador tenta fechar um empréstimo, por parte do FMI, de 1.150 milhões de euros.

O presidente da República de El Salvador, Nayib Bukele, que é defensor público da criptomoeda, já reagiu no Twitter, com um tom de “Eu sei o que eles estão a fazer”:

Apesar dos esforços do auto-intitulado CEO de El Salvador, a Bitcoin não está a convencer a população local.

Já nesta semana, a critpomoeda registava perdas superiores a 50 por cento do seu valor máximo, registado há dois meses. E há economistas que preveem que a compra de moedas digitais já está a causar prejuízos para El Salvador.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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