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Jovem de Viseu gaba-se de ter violado rapariga. PSP já o identificou e vai investigar

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Um jovem foi identificado pela PSP de Viseu, depois de ter afirmado num direto da rede social Instagram que teve relações sexuais com uma rapariga contra a vontade da própria, deixando-a abandonada até à chegada do INEM.

O vídeo, que circula nas redes sociais desde esta terça-feira e que gerou uma onda de indignação, resulta de um direto promovido pelo humorista Fábio Alves, com mais de 600 pessoas a assistir, durante o qual este pergunta qual foi a coisa mais “bizarra e erótica” praticada pelo jovem.

O agressor, agora identificado pela PSP de Viseu, começa por dizer que não pode contar, mas um amigo que está ao lado apressa-se a revelar que foi ter violado uma rapariga.

“Foi violar uma gaja e deixá-la lá” até ser socorrida pelo INEM, disse o amigo entre risos.

O jovem confessou, também ele entre risos, e revelou até o nome da vítima: “Deixei-a lá e depois o INEM foi buscá-la quando acabei de lhe enfiar o pincel”.

Questionado pelo humorista se violou mesmo a rapariga, o amigo confirma e o jovem de 19 anos acrescenta: “A p*** dá para tudo”. “Foi só uma vez”, justifica ainda.

O comandante da PSP de Viseu, Vítor Rodrigues, confirmou ao Jornal de Notícias que os elementos de investigação criminal, ao aperceberem-se do vídeo no Instagram, investigaram a situação. “Identificámos o jovem, que é da zona de Viseu e, como medida de precaução, apreendemos o telemóvel que vai ser remetido para perícia”, afirmou.

“O aparelho vai agora ser alvo de perícias pois pode conter provas que nos ajudem a perceber se o jovem está ou não a falar verdade. A investigação não vai parar”, garantiu ao Correio da Manhã.

Ainda de acordo com o superintendente, não é claro se a afirmação de violação é ou não verdadeira, tendo apenas uma certeza: “Nos últimos tempos não recebemos qualquer denúncia relacionada com violação”, afirmou.

Deputada pede que MP investigue vídeo

De acordo com o Notícias ao Minuto, a deputada não-inscrita Cristina Rodrigues informou, em comunicado enviado às redações, que “após tomar conhecimento de um vídeo que circula nas redes sociais”, no qual um “jovem assume ter relações sexuais com uma rapariga contra a vontade da própria“, decidiu solicitar ao Ministério Público que investigue.

A deputada diz que, “face à gravidade das afirmações”, “deu conhecimento das mesmas ao Ministério Público para que este investigue a veracidade dos factos e, a ser verdade, dar início à ação penal”.

“A forma leviana como estes jovens assumem um alegado crime de violação é extremamente preocupante e deve ser investigado e quanto antes. Devendo-se verificar também o estado em que se encontra a vítima para quem dirijo uma palavra de apoio”, afirma Cristina Rodrigues.

  Sofia Teixeira Santos, ZAP //

5 Comments

  1. Pelo que percebi do vídeo o rapazinho parece, pelo menos a falar, xe-xe da cuca.
    Pergunto: terá sido ele ou serviram-se dele para escaparem?
    Só pergunto, pois, quando não percebo ou não sei, gosto de perguntar.

  2. As autoridades servem para investigar e se se confirmar a veracidade de tais afirmações até porque sabem quem é a dita vítima, que se faça justiça em conformidade com a gravidade do caso!

  3. Que se investigue, acuse (ou não) e julgue, RAPIDAMENTE!!!

    Seria intolerável para os envolvidos e opinião pública que isto agora se perdesse no labirinto da justiça.

  4. Pelo que me aprecebo as autoridades já estão a atuar e como não podia deixar de ser teve que aparecer um político a tirar dividendos e dessa forma a dar importância a esses doentes mentais que ficam promovidos perante os seus gangues. A senhora deputada devia de fazer o seu trabalho no silêncio, procurando saber junto das autoridades como estava a correr o processo inclusive da vítima e familiares se é que efetivamente existiu alguma, não é vir valorizar junto daqueles maldosos um ato execrável e até os promover junto dessa gente. É por isso que comparo este tipo de políticos a abutres. A nós que somos ou seremos pais cabe-nos ajudar no silêncio e solidarizar-nos com a vítima e família, condenando claro e aproveitando para alertar os nossos jovens para os cuidados a ter. Quantas vítimas não se queixam por vergonha. É a propagação destes crimes tem a ver com a justiça que temos que não aparece como castigo, mas como promotora de crimes e a responsabilidade não é só dos tribunais mas também do deputados e do governo, porque estão mais preocupados em fazerem leis para proteger os criminosos do que para justiça as vítimas. Quanto aos polícias e conheço alguns sentem-se impotentes, fazem o seu trabalho e depois os que votem o crime saiem dos tribunais antes deles e a polícia ainda leva uma desanda e pior são gozados o que origina a tentação de fazer justiça pelas próprias mãos. E lá vêem os políticos depois fazer espetáculo.

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