Jerónimo acusa PS, PSD e CDS de quererem rever leis eleitorais para falsificar resultados

Tiago Petinga / Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou na noite de quarta-feira PS, PSD e CDS-PP de quererem rever as leis eleitorais para falsificar os resultados e fazer maiorias governativas com minoria de votos.

Esta cíclica pretensão da revisão das leis eleitorais tem um objetivo: falsificar os resultados eleitorais, fazer maiorias governativas com minoria de votos”, disse Jerónimo de Sousa numa sessão pública com os candidatos a deputados da CDU do distrito de Coimbra, em Vila Verde, arredores da Figueira da Foz.

O líder comunista adiantou que a revisão das leis eleitorais “é a grande solução, sempre pensada pelos partidos da política de direita para eternizar o seu mando”. Jerónimo de Sousa afirmou ainda que as propostas “de uns, mas também de outros” abrem a porta a uma revisão constitucional e à revisão das leis eleitorais.

“Quando se juntaram nestas matérias, é bom que não o esqueçamos, nunca foi para reforçar direitos e assegurar um projeto de desenvolvimento soberano do país. Foi sempre para fragilizar a democracia nas suas diversas dimensões – a económica privatizando; a social, fragilizando direitos”, avisou.

Num discurso de quase meia hora em que voltou a criticar o Presidente da República por ter promulgado a nova legislação laboral, “do Governo do PS, em convergência com PSD e CDS-PP”, “justificando as malfeitorias com os sinais de crise económica que estão no horizonte”, o dirigente do PCP abordou também o tema da regionalização, argumentando que esta “não é para avançar, é para continuar a adiar e dar força a uma falsa descentralização que [PS e PSD] acordaram em abril de 2018”.

“Aliás, é da nossa história coletiva que quando não se quer resolver um problema, nomeia-se mais uma comissão”, enfatizou Jerónimo de Sousa, aludindo à Comissão Independente para a Descentralização. O PCP, frisou, considera a regionalização “uma questão central” para ter um país “desenvolvido, um país equilibrado e não assimétrico como atualmente existe”. “Há 45 anos [a regionalização] está inscrita na Constituição da República e continua por concretizar”, lembrou.

Entre outros temas, Jerónimo de Sousa falou sobre política fiscal, sustentando que em Portugal o problema não está na carga fiscal, mas, sim, na justiça fiscal, “porque quem muito tem, mais deve pagar, quem pouco tem, menos deve pagar e esse é o problema central”. Jerónimo de Sousa afirmou também que a solução governativa da “geringonça” – o Governo PS apoiado no parlamento pelos partidos de esquerda – foi obra do PCP.

“Há quatro anos, quando havia um bloqueio na solução política, na situação política, houve um partido, o Partido Comunista Português, que encontrou a forma de solucionar o problema institucional”, salientou o secretário-geral do PCP.

Lusa // Lusa

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7 COMENTÁRIOS

  1. “…fazer maiorias governativas com minoria de votos” .
    Mas .. não foi isso que o PCP fez com a geringonça?
    Se bem nos lembramos, o PS não foi o partido mais votado.

    • Não, quando a ignorância é muita faz se perguntas estúpidas. Não sei se vais ler, vou escrever devagarinho para ver se compreendes. Não sei se sabes vota se para eleger deputados, não é primeiros ministros. Andaram a vida toda a enganarem te e tu foste nessa ou quiseste ir. O que está em causa é que alterando a lei como quer, quem tiver por exemplo 35% tem logo a maioria absoluta ou seja com menos votos tem mais deputados que os outros todos, o que me parece que é bem diferente. Porque o governo sai do parlamento e não deve ser o parlamento a sair do governo. Mas senão entendeste, não volto a explicar, por o preço das aulas tem que ser bem caro. E a ignorância já é cara por si

      • A ignorância é que é extraordinária em si! Pois não sabe para quê elegemos esses deputados! É para andar a parasitar na A R.? Ou quando o cidadão vota, não está a votar em quem pretender ver a governar? Alguém vai votar num deputado? Alguém sequer conhece as listas da sua região? O nosso sistema eleitoral é uma vigarice, e deve ser mudado para que os deputados sejam eleitos directamente pelos circulo a que apresentam, círculo esse que deve ser uninominal! Mais, está para aí a defender a tese do pcp e tal como esse partido cai no disparate, pois o cds tem praticamente o mesmo número de votos do pcp, não é igualmente prejudicado? Eu sei que o pcp fala para idiotas acéfalos. Nem questionam em quê esse partido saíria beneficiando? E agora, o ps também é de direita? Afinal até se gaba de o promotor da geringonça. E, aonde está escrita na C.R.P, a imbecil ideia da regionalização de todo o país? Conheço-a quase toda de cor e fora as regiões em que tal se justifica por estarem separadas do resto do país, e portanto necessitam de poderes locais para decidir em relação às necessidades específicas, devidamente legisladas, não se lê mais nada sobre o assunto. Aliás tal projecto já foi referendado e chumbado pelos portugueses! O Ou está a usar a estratégia do cansaço, oara criar mais “tachos” a parasitas, quando vê a base eleitoral, finalmente, diminuir? Quanto ao possível acordo, é a treta do costume! Esquemas para manter esta pseudo-democracia, um logro onde que a nacão portuguesa caiu há muito.

    • Exactamente. Mas infelizmente temos uma constituição feita à medida dos tempos onde os comunistas sonhavam vir a dominar este país! Felizmente esse horror foi afastado. O povo quando vota, escolhe um governo, mas a maioria não sabe o logro que existe por de trás ao eleger listas de desconhecidos e que servem as clientelas partidárias. A escolha da maioria, que determina quem governa é uma falácia. Até se fez uma aliança pós eleitoral criado uma falsa maioria – como vemos, hipocrisia e facadas nas costas nao faltam -, pois no boletim de voto, ninguém viu ali uma geringonça. Assim se subverteu o desejo de quem votou no partido que ganhou as eleições!

  2. “porque quem muito tem, mais deve pagar, quem pouco tem, menos deve pagar e esse é o problema central”

    Mas se só 40% dos trabalhadores com mais rendimentos pagam impostos – o IRS, por exemplo -, o restante já está isento, não está já a ser aplicada essa máxima comunista?

    A menos que o PCP se refira ao IMI, e queira que os partidos que mais património têm – PCP em 1º lugar – passem a pagar este imposto, de que estão isentos.
    Aí sim, terão todo o apoio de 92% do povo Português, já que os restantes 8% – os votantes comunistas – devem achar uma heresia.

  3. A ignorância é que é extraordinária em si! Pois não sabe para quê elegemos esses deputados! É para andar a parasitar na A R.? Ou quando o cidadão vota, não está a votar em quem pretender ver a governar? Alguém vai votar num deputado? Alguém sequer conhece as listas da sua região? O nosso sistema eleitoral é uma vigarice, e deve ser mudado para que os deputados sejam eleitos directamente pelos circulo a que apresentam, círculo esse que deve ser uninominal! Mais, está para aí a defender a tese do pcp e tal como esse partido cai no disparate, pois o cds tem praticamente o mesmo número de votos do pcp, não é igualmente prejudicado? Eu sei que o pcp fala para idiotas acéfalos. Nem questionam em quê esse partido saíria beneficiando? E agora, o ps também é de direita? Afinal até se gaba de o promotor da geringonça. E, aonde está escrita na C.R.P, a imbecil ideia da regionalização de todo o país? Conheço-a quase toda de cor e fora as regiões em que tal se justifica por estarem separadas do resto do país, e portanto necessitam de poderes locais para decidir em relação às necessidades específicas, devidamente legisladas, não se lê mais nada sobre o assunto. Aliás tal projecto já foi referendado e chumbado pelos portugueses! O Ou está a usar a estratégia do cansaço, oara criar mais “tachos” a parasitas, quando vê a base eleitoral, finalmente, diminuir? Quanto ao possível acordo, é a treta do costume! Esquemas para manter esta pseudo-democracia, um logro onde que a nacão portuguesa caiu há muito.

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