“Somos Ivan Golunov”. O movimento que libertou o jornalista russo detido em Moscovo

Sergei Ilnitsky / EPA

O jornalista russo Ivan Golunov.

O jornalista russo Ivan Golunov estava detido em Moscovo, naquilo que muitos pensam ter sido uma perseguição pela sua investigação à corrupção no sistema. Agora, depois de um movimento de três dos maiores jornais russos e de milhares de pessoas, Golunov foi libertado.

O caso de Ivan Golunov começou a reunir atenção mediática logo após a sua detenção, na sexta-feira passada. O jornalista foi detido após, alegadamente, terem sido encontradas drogas no seu apartamento pela polícia russa. Muitos dos seus colegas questionaram a veracidade da situação e rapidamente surgiu um movimento a apelar à sua libertação.

Golunov trabalha para o site Meduza e é responsável por investigações à corrupção na Câmara de Moscovo. Muitos realçam que esta foi uma tentativa da polícia russa de silenciar o jornalista, que se arriscava a apanhar 20 anos de cadeia caso fosse condenado.

Esta segunda-feira, os três maiores jornais russos decidiram, numa situação inédita, publicar todos praticamente a mesma capa numa manifestação de solidariedade para com Golunov. Segundo o Diário de Notícias, na primeira página do Kommersant, do Vedomosti e do RBK podia-se ler “Sou/Somos Ivan Golunov“.

Depois da polémica gerada em torno do caso, os procuradores decidiram retirar as acusações, já que não foi possível provar a ligação do jornalista com o crime. A polícia tinha divulgado fotografias da suposta casa de Golunov com drogas, mas acabou por retirar a declaração, afirmando que foram tiradas noutro lugar. Os polícias responsáveis pela sua detenção foram suspensos e foi aberto um inquérito para averiguar os seus atos.

“Obrigado a todos pelo vosso apoio. Ainda não consigo entender totalmente o que está a acontecer. Fico feliz que a justiça seja finalmente cumprida e o caso tenha sido abandonado. Espero que a investigação continue e espero que ninguém fique na mesma situação que eu,” disse o jornalista no momento em que foi libertado.

Segundo o The Guardian, Golunov confessou que não deverá reivindicar nenhuma indemnização pelas acusações fraudulentas. “A compensação ideal seria se acusações como estas nunca mais fossem feitas contra ninguém“, rematou.

Golunov admitiu que continuará a trabalhar como jornalista, mas que não irá investigar o seu próprio caso, uma vez que haveria “um conflito de interesses”. O site para o qual trabalha, o Meduza, ficou delirante com a sua libertação e realça que esta é uma vitória para o jornalismo independente. “Juntos fizemos algo incrível: paramos a perseguição criminal de uma pessoa inocente”, escreveu o jornal em comunicado.

Apesar da sua libertação, cerca de 25 mil pessoas participaram esta quarta-feira numa marcha de protesto contra a detenção do jornalista russo.

ZAP //

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