Incêndios florestais na Argélia causam a morte a dezenas de civis e soldados

Peter da Silva / EPA

Mais de 40 pessoas, incluindo 25 soldados, morreram em incêndios florestais a leste da capital argelina, informou o primeiro-ministro do país, Ayman Benabderrahmane, indicando que o governo pediu ajuda à comunidade internacional e pretende alugar aviões para combater os fogos.

Dezenas de incêndios iniciaram na segunda-feira na região de Kabyle e noutros lugares, tendo as autoridades argelinas enviado o exército para ajudar os cidadãos nos incêndios e nas evacuações. Vários incêndios estão a queimar florestas, a destruir oliveiras e a matar gado e outros animais, noticiou o Guardian.

As vilas na região de Kabyle, a 100 quilómetros a leste da capital Argel, são de difícil acesso e têm água limitada. Alguns aldeões fugiram, outros tentam conter as chamas por conta própria, com recurso a baldes e ferramentas rudimentares. A região não possui aviões de despejo de água.

“Somente mão criminosa pode estar por trás da eclosão simultânea de cerca de 50 incêndios em várias localidades”, disse o ministro do Interior, Kamel Beldjoud, que se deslocou a Kabyle para avaliar a situação.

“É com grande tristeza que soube do martírio de 25 soldados após terem conseguido resgatar cerca de 100 cidadãos das chamas nas montanhas de Bejaiea e Tizi Ouzou”, escreveu no Twitter o Presidente do país, Abdelmadjid Tebboune.

Especialistas referiram que as mudanças climáticas causadas pela queima de carvão, petróleo e gás natural estão a causar eventos extremos, como ondas de calor, secas, incêndios, inundações e tempestades. O agravamento da seca e do calor estão na base de incêndios florestais nos Estados Unidos, na Sibéria, na Grécia, no Chipre e na Turquia.

  Taísa Pagno //

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