Imperador do Japão vai falar ao país – provavelmente para abdicar

Achilles Tsantarliotis, USMC / Wikimedia

O imperador do Japão, Akihito, numa cerimónia com a imperatriz Michiko em 2009

O imperador do Japão, Akihito, numa cerimónia com a imperatriz Michiko em 2009

O imperador Akihito do Japão vai falar na segunda-feira à nação numa mensagem-vídeo, anunciou hoje a Agência da Casa Imperial japonesa, três semanas depois de várias notícias sobre a possibilidade de o soberano abdicar do trono.

“O imperador vai expressar os seus sentimentos sobre as suas funções enquanto símbolo” da nação, num discurso gravado em vídeo, que vai ser difundido às 15:00 (07:00 em Lisboa), na segunda-feira, declarou um porta-voz.

De acordo com a Constituição pacifista japonesa, que entrou em vigor após o fim da Segunda Guerra Mundial, o imperador desempenha “funções de representação do Estado” e é “o símbolo da nação e da unidade do povo”.

Esta vai ser a segunda vez que Akihito, de 82 anos, fala publicamente desta forma. A primeira ocorreu algumas horas após o maremoto e acidente nuclear de Fukushima de 11 de março de 2011.

Na mensagem, Akihito não deverá falar diretamente de abdicação, mas vai explicar como gostaria de desempenhar as suas obrigações no futuro, de acordo com os ‘media’ japoneses.

O vídeo será divulgado pela televisão e na página digital da Agência da Casa Imperial para o público estrangeiro, indicou a agência noticiosa japonesa Kyodo.

Em meados de julho, a imprensa nipónica noticiou que o soberano tinha dito a colaboradores próximos que gostaria de ceder, dentro de alguns anos, o lugar ao príncipe herdeiro Naruhito, e que este apoiava o pai.

Akihito, que acedeu ao trono em 1989 após a morte do pai, Hirohito (1926-89), sofre de vários problemas de saúde, incluindo cancro da próstata, e já foi submetido a uma cirurgia cardíaca.

No ano passado, durante uma conferência de imprensa, o imperador japonês afirmou que começava a “sentir a idade” e que já tinha “acontecido cometer erros em cerimónias”.

A atual lei sobre a Casa Imperial, que define o estatuto jurídico do imperador, não prevê qualquer mecanismo legal de abdicação.

Para satisfazer a vontade de Akihito, será necessário proceder a uma revisão do texto, o que explica o prazo de alguns anos referido pela imprensa.

O Japão não assiste a uma abdicação desde 1817.

/Lusa

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