Hospital de S. João ativa nível 3 do plano de contingência: cancelamento de cirurgias programadas

Manuel Fernando Araújo / Lusa

Hospital de Campanha no São João, Porto

Depois de um grande aumento do número de internados e doentes com covid-19, o Hospital de São João no Porto viu-se obrigado a ativar o nível III (penúltimo) do plano de contingência devido à pandemia.

A decisão foi tomada na terça-feira durante uma reunião de urgência do gabinete de crise do centro hospitalar.

Devido à necessidade de aumentar as áreas de internamento, e com o aumento de pacientes no serviço de urgência, o serviço de medicina interna vai ser alocado para internamentos de doentes com covid-19. Esta decisão vai ter grande impacto no número de cirurgias que se vão realizar nos próximos tempos no hospital, pois deverá haver “suspensão de parte da atividade cirúrgica programada”, explica o hospital em comunicado.

Fernando Araújo, presidente do conselho de administração do Hospital de S. João, revelou que os profissionais estão “muito preocupados com o evoluir da situação, em função do crescimento acentuado do número de casos. Além da enorme pressão no serviço de urgência, temos agora o impacto determinante no internamento”.

O também ex-secretário de Estado da Saúde diz ainda que já existem alguns profissionais que trabalham no hospital que se encontram infetados ou em isolamento profilático, situação que pode “colocar problemas complexos no sistema a curto prazo”, justifica Fernando Araújo.

Segundo o Expresso, o Centro Hospitalar de São João conta agora com 52 infetados internados, 11 em cuidados intensivos e duas unidades dedicadas à pandemia que já atingiram 100% de lotação – a de ginecologia e a de doenças infecciosas.

De acordo com o Público o hospital do norte não é o único a ajustar a resposta à pandemia. No Centro Hospitalar e Universitário Lisboa Central, onde se incluem os hospitais de São José e Curry Cabral, já se prepara um novo aumento de camas para doentes covid com efeitos nas cirurgias programadas.

Também no Hospital Amadora-Sintra, um dos que mais tem estado sob pressão na zona da Grande Lisboa, há suspensão de algumas cirurgias programadas, e o número de doentes internados nos cuidados intensivos aumentou em relação à semana passada.

  ZAP //

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