Centeno bloqueou os 500 milhões que deu aos hospitais para pagar dívidas

O ministro das Finanças, Mário Centeno

O governo transferiu em janeiro 500 milhões de euros para pagamento de dívidas doa Hospitais públicos aos fornecedores, mas pouco tempo depois o Ministério das Finanças proibiu a sua utilização.

39 hospitais de gestão publica empresarial receberam no início de janeiro 500,19 milhões de euros que serviriam para pagar dívidas aos fornecedores.

No entanto, poucas horas tinham passado até que as Finanças proibiram esses mesmos hospitais de movimentar o dinheiro, pelo menos até novas instruções. Até hoje, passado mais de um mês, a verba mantém-se congelada, segundo o Jornal de Notícias.

Segundo o ministério de Mário Centeno, a verba inicialmente disponibilizada tinha como objetivo “exclusivamente o pagamento de dívida vencida a fornecedores, por ordem de maturidade”.

Para já, no entanto, não há data prevista para que os hospitais possam utilizar a verba, uma vez que o ministério diz faltar “identificar e validar” as dívidas em questão.

“Só após identificação e validação das dívidas a regularizar estarão reunidas as condições para se proceder aos pagamentos através da aplicação dos saldos de gerência em despesa”, explicam as Finanças.

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço, criticou o que considera ser uma “estratégia de constante restrição da tesouraria dos hospitais”, que “não tem resultado, gera mais ineficiência e desperdício e está a contribuir para agravar a situação financeira dos hospitais”.

Ministro da Saúde garante pagamento de dívidas aos fornecedores dentro de dias

Adalberto Campos Fernandes falava aos jornalistas à margem da cerimónia que assinalou os 60 anos do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, comentando assim a notícia do Jornal de Notícias que diz que o ministro das Finanças bloqueou as verbas para os hospitais pagarem as dívidas aos seus fornecedores.

Segundo o ministro, está-se neste momento no processo de “categorizar os fornecedores” e “dentro de dias será feita a liquidação de faturas“.

O ministro realçou ainda que, no final do primeiro trimestre, vai ser atingido “o valor mais baixo de sempre de pagamentos em atraso no Serviço Nacional de Saúde”.

ZAP //

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8 COMENTÁRIOS

  1. Com calotes desta dimensão até eu fazia o deficit descer a zero !!!!
    Por outras palavras, o Estado está a transferir o deficit para as empresas.
    Com “amigos” destes quem precisa de inimigos ????

  2. As empresas coitadas precisam de vender e o Estado Caloteiro aproveita-se , pagando depois com meses ou anos de atraso sem juro de mora. Quando é o cidadão ou uma empresa a não pagar ao Estado a tempo e horas , as coimas e os juros são logo cobrados . Onde está a equidade?

    • Senhor João será só o estado a utilizar essa “arma” ….olhe as grandes superfícies veja determinados patrões com os salários de meses por pagar.Acha que em casa desses falta comida como na casa dos trabalhadores?

  3. Lá hão-de vir outros que uma vez mais suportarão as consequências e depois serão considerados os maus da fita como de costume!.

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